Chutou, é gol! Uma seleção de jogos com placares inacreditáveis.

Postado em Uncategorized em 17/08/2011 por rmansur

Mesmo criticando o futebol de forma ácida no post anterior (e que já faz tempo!), não posso negar que eu curto o “velho esporte bretão” (embora eu prefira muito mais ver um jogo do meu time pelo estadual do que um Brasil x Suécia). 

Por isso coloco abaixo uma seleção de jogos que tiveram um resultado final pra lá de interessante. Obviamente eu não assisti todos eles, então não posso saber se foram realmente bons jogos.

Às vezes assistimos jogos que acabaram no 1×0, 2×1, empatados, mas que no fundo aconteceram em jogos movimentados, com boas chances e jogadas, lances polêmicos ou bonitos… Todavia, alguns jogos se mostram ruins, e cujos únicos lances realmente bons são os gols.

Mas alguns desses jogos ruins podem acabar num 4×3, num 5×2, num 6×3, e isso pode dar um ar de “jogaço” a uma autêntica pelada (e isto é o que cria uma certa confusão). Mas enfim… vamos balançar as redes.

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BRASILEIRÃO 2011 – SANTOS 4×5 FLAMENGO

Começando com um jogo recente, e que quase todo mundo viu. Santos e Flamengo fizeram um jogo épico na Vila Belmiro, onde Neymar e Ronaldinho Gaúcho fizeram o que todos esperavam. O Santos começou arrasador, fazendo 3×0 nos primeiros 25 minutos de jogo, mas o Flamengo conseguiu terminar o primeiro tempo empatando em 3×3. Logo no recomeço Neymar fez 4×3 para o Santos, e foi aí que Ronaldinho apareceu, fazendo dois gols e comandando uma virada que entrou para a história do futebol brasileiro.

 

 

BRASILEIRÃO 2003 – VASCO 6×4 GOIÁS

Numa noite chuvosa, Vasco e Goiás só não fizeram chover (hehe). Ou melhor, houve sim uma chuva de gols, em um dia inspirado de Marcelinho Carioca, que fez 2 gols de falta… o Vasco fez 1×0, o Goiás empatou, o Vasco fez 2×1… No início do segundo tempo o Goiás virou o jogo, mas o time da colina passou a frente de novo e fez 5×3… nos minutos finais o Goiás ainda diminuiu, mas Marcelinho logo em seguida fez mais um.

 

 

CAMPEONATO PAULISTA 2004 – SANTOS 8×3 UNIÃO SÃO JOÃO

Deu pena! Numa manhã de domingo (sim, manhã!), a Vila Belmiro foi palco de um chocolate daqueles. O Santos, na época o melhor time do Paulistão, recebeu o União São João (justo o pior time). Pra azar do time de Araras, o Santos contava com Robinho, Basílio (que fazia gol até espirrando) e Robson ‘Robgol’. Sem nem dar pra saída, o Santos abriu o placar logo aos 3 minutos, gol de Basílio, e terminou o primeiro tempo ganhando de 5×1. Na etapa final Robinho fez o sexto, Robgol fez o sétimo, o União descontou duas vezes e depois tomou o oitavo. Trágico…

 

 

CAMPEONATO PAULISTA 2005 – SÃO CAETANO 3×4 SÃO PAULO

Placares de 4×3 ou 3×4 são bem comuns. Mas este jogo mereceu destaque porque o São Caetano (que viveu seu auge entre 2001 e 2004) vivenciou alí um dos seus últimos momentos de destaque. E o time do ABC saiu na frente com um gol bizarro, numa falha de Rogério Ceni, que chutou a bola em cima do jogador adversário e esta foi parar no gol. O São Paulo empatou o jogo, mas no segundo tempo o azulão fez 3×1. Numa arrancada impressionante, porém, o São Paulo reagiu, e nos momentos finais do jogo fez 3 gols, virando a partida e finalmente vencendo o azulão.

 

 

BRASILEIRÃO 2003 – BAHIA 4×7 SANTOS

Olhem o Santos aparecendo de novo! Dessa vez numa quarta-feira à noite… No estádio Fonte Nova os dois times fizeram um jogo cheio de viradas… o Bahia deu boa noite ao Santos com Didi, logo aos 5 do primeiro tempo, mas o Santos virou a partida em 2 minutos, com Robinho e Léo. Pouco depois o Bahia empatou, mas o Santos voltou a ficar na frente (2×3), e o Bahia ainda conseguiu o empate no primeiro tempo. No segundo, o Bahia virou para 4×3, mas a partir dalí só deu peixe. Diego fez dois gols (4×5), e o Santos ainda fez mais dois burocraticamente, se é que podemos dizer…

 

 

BRASILEIRÃO 2001 – VASCO 7×1 SÃO PAULO

Nesse dia o torcedor sãopaulino nem deveria ter saído da cama. Naquela tarde ensolarada Rogério Ceni deve ter tomado muito sol na cabeça, o que o fez perder a noção de espaço ao defender uma bola com as mãos fora da área. Expulsão logo aos 6 minutos de jogo. O terceiro goleiro do time paulista, Alencar, entra no jogo e sofre uma goleada histórica, comandada esta por Romário (que fez três). No finalzinho do jogo França descontou. Depois deste dia o São Paulo raramente tomou mais de 4 gols numa mesma partida, e disso o torcedor sãopaulino pode se orgulhar.

 

 

BRASILEIRÃO 2005 – CORINTHIANS 7×1 SANTOS

Falando em 7×1… Este o torcedor do Santos não quer se lembrar jamais. O Pacaembu abrigou uma páscoa-fora-de-época, onde o futuro campeão Corinthians saiu na frente com um gol de Rosinei, aos 45 SEGUNDOS de jogo. O Santos ainda empatou aos 8 minutos, mas Carlitos Tévez fez dois gols ainda no primeiro tempo. Na etapa final Tévez fez mais um, Nilmar fez dois e Marcelo Mattos fechou o caixão (trancado a sete chaves. hehe…)

 

 

BRASILEIRÃO 2001 – ATLÉTICO PR 6×3 BAHIA

Se não me engano, esse jogo ocorreu numa quarta-feira, num ingrato horário das 18h. Naquela época o Brasil sofria racionamento de energia e não existia estatuto de torcedor ou preocupações maiores com a saúde dos atletas (afinal de contas, o brasileirão deste ano têve jogos que começaram até mesmo às 14:30), e eram poucos os jogos à noite. Em um deles, o Atlético PR foi sapecando 2×0 no tricolor baiano, mas estes conseguiram o empate. O CAP fez o terceiro, mas o Bahia empatou novamente. Mas Kleber Pereira e Alex Mineiro não deixaram a peteca cair, e eis mais um jogo de placar atípico. Rs…

 

 

COPA DO BRASIL 2003 – PALMEIRAS 2×7 VITÓRIA

Esta deve ter sido a pior noite da história palmeirense. O time do Parque Antártica estava em crise, recém-rebaixado para a série B do Brasileirão, e enfrentando novamente o time que o derrotou na última rodada. Mas ninguém esperava que a história iria se repetir. O Vitória, em um espaço de 10 minutos no primeiro tempo, saiu fazendo três gols. O Palmeiras descontou, mas o time baiano fez o quarto ainda na primeira etapa. No segundo tempo o Vitória fez mais dois, o Palmeiras diminuiu para 6×2 e… Logo depois veio o lance que ilustrou o Palmeiras desfigurado que estava em campo. Marcos, desesperado, tenta dar um chutão na bola, mas a redonda passa por baixo de suas pernas. Nádson faz seu quarto gol na partida e fecha o placar. Ninguém tira o mérito do Vitória, mas o Palmeiras naquela noite perderia até para o Tabajara.

 

 

BRASILEIRÃO 2005 – ATLÉTICO PR 7×2 VASCO

Tá certo: Jogar contra o Atlético PR na Arena da Baixada sempre é difícil. Mas se chamar Vasco da Gama e ser goleado como o Arapimpoca não desceu pela goela da torcida cruzmaltina. Com um primeiro tempo arrasador, o CAP fez 4×0, e no segundo tempo fez o quinto. O Vasco diminuiu, mas levou o sexto. Em seguida diminuiu novamente, e tomou o sétimo gol no final da partida. Lima foi o destaque do Atlético, com 2 gols. 

 

 

BRASILEIRÃO 2006 – ATLÉTICO PR 6×4 VASCO

Outra vez o Atlético PR! Outro 6×4 envolvendo o Vasco, mas desta vez em um resultado adverso. O Vasco foi até Curitiba enfrentar o furacão na Arena, saiu perdendo mas virou o jogo ainda no primeiro tempo. No segundo Marcos Aurélio fez dois seguidos para o time da casa, mas o Vasco revirou o jogo pra 4×3, com um gol de Leandro Amaral. Mas a partir daí o Atlético fez o dever de casa, marcando três gols e fechando a conta.

 

 

CAMPEONATO CARIOCA 2010 – FLUMINENSE 3×5 FLAMENGO

Que tal um Fla-Flu daqueles dos bons? Pela Taça Rio daquele ano o velho Maracanã recebeu um clássico movimentado. O Fluminense, que até aquele momento não havia tomado gols, abriu 2×0 (Alan e Conca). No fim do primeiro tempo Adriano converteu um pênalti para o Fla e tirou a virgindade da defesa tricolor. Mas logo em seguida o Flu fez 3×1. No segundo tempo, entretanto, Vagner Love e Kleberson empataram o derby em 2 minutos, e Adriano ainda balançou a rede mais duas vezes. 5×3, placar final.

 

 

CAMPEONATO GOIANO 1999 – VILA NOVA 5×3 GOIÁS

No Serra Dourada o Goiás abriu 3×0 sobre o Vila Nova (sendo o terceiro gol já no segundo tempo). Mas o Vila Nova reagiu, e com 3 golaços terminou a partida com uma vitória pra lá de improvável.

 

 

COPA MERCOSUL 2000 – PALMEIRAS 3×4 VASCO

Essa o torcedor do Vasco não esquece jamais. Na decisão da Copa Mercosul, em pleno Parque Antártica, o Palmeiras abre 3×0 no primeiro tempo com Arce, Magrão e Tuta. Mas o time da colina contava com a astúcia de um certo baixinho goleador. Romário fez dois de pênalti, e Juninho Paulista empatou a partida. E aos 47 minutos Romário fez o gol da virada, que valeu o título.

 

 

BRASILEIRÃO 2006 – ATLÉTICO PR 0×5 BOTAFOGO

Até o furacão tem dias de calmaria. Em uma tarde de tempo bom em Curitiba, o Botafogo chegou como quem não queria nada, e sapecou um chocolate que nem o maior torcedor do Botafogo esperaria. O time carioca fez 4×0 no primeiro tempo, e fez o quinto no finalzinho do segundo tempo. Reinaldo e Lima, este jogando contra o ex-clube, fizeram 2 gols cada. E mais uma vez o Atlético PR figurando no texto…

 

 

COPA LIBERTADORES 2002 – BOLÍVAR 5×5 ATLÉTICO PR

… sério, eu acho que devia fazer um post somente com placares do Atlético PR (rs). O time de Curitiba é um dos maiores fazedores de placares divertidos do futebol. E finalizamos a postagem sobre este certame, ocorrido na Copa Libertadores de 2002. Deste jogo não se tem muitas informações. O que se sabe é que novamente o Atlético PR deu um mole daqueles. Sabe-se que o primeiro tempo foi um desastre para o time boliviano, pois o furacão terminou a etapa vencendo, acredite, por 5×1. Mas sabe-se lá como, o Bolívar reagiu e conseguiu o empate! Foi o último jogo da fase de grupos, e a despedida melancólica do time de Curitiba da competição, que na época era o campeão brasileiro e foi eliminado na primeira fase.

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Bem, por enquanto é isso. Até a próxima!

Uma ou outra coisinha sobre a briga pela transmissão do Brasileirão…

Postado em Uncategorized em 06/04/2011 por rmansur

Querem saber a verdade?

Os clubes assinam com a Globo porque sabem que ela é muito poderosa.

A Globo é um monstro de poderes devastadores, e ela tira proveito disso.

Com BBB, novelas e programas vazios, ela deixa as pessoas de cabeça vazia. E seus telejornais distorcem notícias, e a massa acredita que tudo é verdade, afinal quem tem cabeça vazia não questiona ou duvida, apenas “senta lá” e acredita.

Com o esporte, isso também acontece.

Pegue o exemplo dessa nova palhaçada, o “Inacreditável Futebol Clube”.

Certa vez o jogador Otacílio Neto se negou a participar da brincadeira. É de se aceitar isso, o time do Noroeste tá ameaçado de rebaixamento, e ele perdeu um gol feito… a Globo chegou com a camisa do IFC e ele se negou a vestir, todo chateado.

Dias depois ele voltou todo sorridente e resolveu entrar na brincadeira.

Alguém realmente acha que foi por vontade própria?

Apostaria o que fosse pra dizer: Otacílio Neto foi pressionado a entrar na brincadeira, pois se ele não entrasse ele ficaria mal visto.

O Inacreditável só é engraçado pra quem tá de fora. Duvido que um jogador queira ser sacaneado em rede nacional por perder um gol “que até a mãe do Tadeu Schmidt” faria.

Mas o jogador que entra na brincadeira, não duvido nada que seja obrigado a aceitar. O clube sabe que a dona da brincadeira é a Globo. E nessas horas pesa-se de tudo, inclusive a exposição na mídia.

Quem quer ser mal visto na TV? Ninguém. Clube de futebol também não. Simples.

Então só aceite a constrangedora brincadeira do canal de TV mais poderoso do país. 

 

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E estamos falando de uma brincadeira. Imagina o que o canal não faz quandoo assunto é sério.

Por exemplo, nessa briga dos direitos de transmissão do campeonato.

A RedeTV! faturou. Mas os clubes resolveram assinar diretamente com a Globo.

 

Motivo menor: a Globo paga melhor.

 

Motivo verdadeiro: quem não assinar com a Globo será prejudicado pela mesma.

 

Imagine 15 clubes da série A acertando com a Globo, porém Corinthians, Flamengo e Cruzeiro acertando com a Record.

 

A Globo não iria chorar o leite derramado. Ao contrário, iria boicotá-los, ignorá-los, não lhes daria a menor bola.

 

Isso se a Globo não resolvesse acabar com a imagem dos três, simplesmente por terem assinado com outro canal.

 

Se ficar fora da mídia é algo que os clubes não querem, imaginem só ainda terem sua imagem destruída. E por um canal de televisão. Seria vergonhoso, não?

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Essa história começou quando a Record se mostrou interessada na transmissão. Mas esse outro canal só entrou na briga por pirraça.

 

A Record sofre de coitadismo crônico e tem ataques de birra com a Globo.

 

Ela compraria os direitos só para ter o prazer de não vê-los na mão da platinada. E ninguém sabe se eles iriam querer transmitir o campeonato (a Record não gosta de esportes, eles não tem nem um departamento de esportes, então imaginem como será a transmissão de Londres-2012).

 

Só digo que High Definition não resolve os problemas… enfim, voltando ao assunto… 

 

Os clubes, com medo da Record ganhar (e aí voltamos à questão da destruição da imagem dos clubes), começaram a agarrar os tentáculos do canal dos Marinho. Não esperaram o final da história, a RedeTV! levou, mas o buraco no casco do navio já estava feito.

 

E nem adiantou a promessa da Rede TV! de jogos em mais dias da semana e em horários melhores para o torcedor. Embora os times também quisessem jogar mais cedo ou em outros dias, o medo do poder da Globo falou mais alto.

 

No fundo os clubes são submissos aos horários “depois da novela” e “antes do Faustão”, pois pra eles é melhor viver com a força de sua imagem na telinha da Globo, do que correr o “risco” de se tornar realmente forte e ser arrasado por um canal de TV que só deveria se limitar a aceitar os horários impostos pela CBF, o Clube dos 13, o Papa ou quem quer seja.

 

Mas só pra lembrar: C13 e CBF também conhecem o poder da influência do canal.

 

E sabem que se algum deles resolver desobedecer o canal, o mesmo canal irá desmoralizá-los.

 

Se o C13 continuar com a briga, ele vai perder a guerra.

 

E a primeira batalha (a dos clubes negociando diretamente com a Globo) já está sendo perdida.

Plim-Plim…

Tecnologia – rápidos demais

Postado em Uncategorized em 30/10/2010 por rmansur

Alguns posts abaixo eu listei um monte de filmes sobre o Hitchcock. Agora conto como consegui assistir esses filmes (e mais alguns depois): no computador. Um colega meu do trabalho baixa filmes e seriados, e aproveitou para levar alguns filmes para lá. Assisti os filmes, gostei deles. De alguns eu gostei tanto que resolvi comprar o DVD do filme. Normal.

Normal no meu ponto de vista, claro… Quando falei pro cara que comprei o DVD do filme, pareceu até que eu tinha dito que havia atirado no prefeito. “Pô, cara, tu comprou o filme que tu tem no pc?”. “Ué, e por quê não?”, interroguei.

Parece que a humanidade hoje evoluiu a um ponto pra lá de curioso. Fomos escravizados pela tecnologia. Sim, pois hoje não se vive sem qualquer tipo de tecnologia, seja ela um computador ou uma televisão LCD, ou um mero ventilador. Tecnologia é uma coisa maravilhosa, factum est. Ela evolui constantemente, e a cada dia ela se transforma, e cada vez mais rapidamente.

A humanidade hoje vive o “tudo ao mesmo tempo agora”. Queremos absorver informações já, sem pestanejar. E consequentemente também queremos logo as novidades tecnológicas do momento: iPod, iPhone, Windows Seven; Google Chrome, Playstation 3, Nintendo Wii, Blu-ray, Pendrive 128 Gb; “Quero um PC com 1 Tb de memória e monitor 3D”. Querer tudo ao mesmo tempo agora é bom, é saudável, é humano… está no nosso direito… as vontades e providências tomadas fazem parte do esquema do mundo, o consumo material move o planeta, mas… pare um instante e se pergunte: por quê eu quero? (ou melhor: por quê eu preciso?)

Surge um paradoxo: embora a rapidez nos avanços tecnolóides nos ajude a progredir enquanto humanos, esse mesmo avanço prejudica algumas das nossas virtudes humanas. (Complicou muito? Eu chego lá dando um exemplo curioso). Streaming de conteúdos (áudio ou vídeo) pela internet. O streaming te permite assistir uma série ou um filme sem precisar baixá-lo. Foi uma solução encontrada pelas grandes corporações de cinema e televisão para proteger seu conteúdo. Solução louvável sob alguns aspectos, ok. Quem é fã de uma série pode assistir pelo computador sem maiores problemas. 

Mas pense numa coisa: onde foi parar aquele costume tão interessante, de chamar os amigos e colegas para sua casa para conversar um pouco, fazer um lanche, e aí sim assistir a mesma série pela TV?

Hoje em dia a situação evoluiu, mas não de uma maneira muito aceitável. Amigos e colegas ainda se reunem para ver filmes ou séries, mas não é na frente da TV acomodados no sofá: é de frente pro computador, de pé e agachados olhando para o monitor. Não é lá muito confortável (nem saudável).

E por quê fazemos assim hoje em dia? Simples: por uma questão de comodidade, para economizarmos tempo. Pense no tempo que gastaríamos em ligar o aparelho de DVD (ou VHS em alguns casos), ajustar a TV e o filme… isso é fato, porém, pergunto novamente: por quê “economizar tempo”? Se você reune os amigos para conversar, se divertir, enfim, relaxar de fato… para quê querer economizar tempo? O tempo passa no mesmo ritmo sempre… e você está lá para esquecer que o tempo exige que você seja dinâmico. Hora de lazer não é hora de se estressar com a rotina de um dia de trabalho agitado.

A tecnologia às vezes nos priva de coisas cujas pessoas não podem viver sem. Hoje em dia você encontra irmãos que quase só se comunicam pelo computador, sendo que o quarto de um fica ao lado do quarto do outro, e isso é meio (muito) absurdo. 

A melhor maneira de se entender alguém é pessoalmente. As pessoas precisam de outras pessoas para serem o que são. Assim como você precisa de ar, água e comida, você necessita de contato físico, e de se comunicar falando e ouvindo. Embora o MSN, o email e o VoiP sejam coisas maravilhosas (e em alguns momentos eles até sejam a única forma de comunicação), eles não substituem a sua necessidade de interpretar o olhar e o tom de voz do outro para compreendê-lo.

Você pode ser um aficcionado por qualquer novidade tecnológica sem culpa, mas no fundo você sabe que não pode viver somente cercado de fios, telinhas e luzes piscantes… você sabe que precisa conhecer pessoas novas, sentir o cheiro do perfume daquela moça ou do desodorante daquele rapaz, que precisa dar uma volta na praia, campo ou shopping, caminhar ou dirigir… enfim, ser uma pessoa, e se envolver com algum semelhante.

Assim sendo, assistir um filme ou ouvir música envolve muito mais coisa do que simplesmente baixá-los da internet e colocá-los no seu MP4. Quando se ouve música, por exemplo, é preciso ouví-la com calma, apreciar sua sonoridade, prestar atenção na letra (quando tiver) e ainda se possível se divertir ao tentar identificar o som de uma guitarra, um baixo, um violão ou efeito sonoro curioso… quanto aos filmes ou seriados, é necessária a mesma atenção: ver com calma cada cena, cada diálogo, entre outros…

E ainda existe outra questão interessante: o material físico. Não é bom quando pegamos um CD ou vinil e folheamos o encarte, vemos fotos do artista, lemos as letras das canções e o release do álbum? O mesmo se aplica ao DVD (ou Blu-ray), onde podemos ler a ficha técnica do filme ou show… e tudo isso com mais uma vantagem: a garantia de qualidade. Se você baixa algo da net, não há tanta garantia que a mídia venha perfeita.

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Não foi à toa que estranhei quando me trataram como um E.T. quando eu disse que comprei os filmes que eu tinha no computador. A coisa chegou em tal ponto, que a decisão comum se tornou absurda. Antes era normal você comprar CD ou DVD. Hoje virou uma coisa estranha: “Pra quê comprar, se na net você encontra?”. N fatores, como ditos acima: qualidade do produto, informações adicionais, o produto na forma física, et cetera 

Mas existe ainda o fator bom senso: se você ouviu o som de um artista e curtiu, você compra o CD ou DVD do mesmo para ajudá-lo em suas vendas. É a sua forma de dizer ao artista que você gostou de seu trabalho. E nada melhor do que ter um registro oficial na sua mão, não é? Quando vale a pena, o dinheiro você gasta feliz. ;)

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Ouvi uma vez (e nunca mais esqueci), que em certa ocasião alguém chegou para a Madre Teresa de Calcutá e lhe perguntou porque ela era tão devagar. Ela sabiamente indagou: “Sou eu que estou indo devagar? Não será o mundo que está indo rápido demais?”. Matou a charada. O “tudo ao mesmo tempo agora” é quem nos tornou o que somos hoje. Temos tanta pressa em engolir as novidades que mal temos tempo de digerir as coisas “antigas”. E é justamente essa pressa que nos afasta das coisas mais simples. Precisamos usar melhor o nosso freio, a reaprender a apreciar as coisas com tranquilidade, sem afobação. E é claro, devemos não esquecer de como se convive em família e sociedade. Se você tiver uma chance de fazer uma farra na sua casa ou na casa de um colega, faça! Se quiser, alugue aquele filme que todos queriam ver, prepare o sofá (ou tapetinhos), e use alguns dos aparelhos tecnolóides (microondas, geladeira, DVD) como bem entender. Mas com moderação, e sem pressa! 

Pense nisso.

Hail Hail! A sting in the tail!

Postado em Uncategorized em 12/10/2010 por rmansur

Mais um hiato, e agora mais um post.

Andei dando uns pulos por São Paulo em setembro para poder saborear um hard rock de ótima qualidade. O Scorpions passou pelo Brasil com sua nova turnê, chamada Get Your Sting and Blackout World Tour. No repertório, clássicos e músicas de seu último disco, “Sting In The Tail”.

A propósito: quando falamos “último disco”, o assunto é sério. A banda alemã anunciou a aposentadoria de seu ferrão, e a turnê atual é a derradeira. Quem perdeu, já era. Ou corra pra Europa para vê-los em ação.

Após curtir pacas o som de “Humanity: Hour 1″, ouvi o álbum novo e gostei. Acabei interessado em ir no show da banda. Fui conferir as datas da turnê brasileira pra ver quando seria o show no Rio… mas quem disse que haveria show no Rio?

Mas eu estava determinado. Procurei agências, preços de ingressos, e modos de ir até Sampa… então me deram uma excelente (e óbvia) sugestão: fale com seu tio. Ter um tio que mora em Sampa, e que gosta de você, é um trunfo nessas horas. Rachei a grana do ingresso com ele. E usando milhas de um cartão Smiles que eu roubei achei por aí, consegui duas viagens de avião (que de fato me custaram 35 reais! hehe). SP, lá fui eu… =D 

 
 

O show: foi foda, e só!!

Ok ok, posso falar melhor… Num aspecto geral, foi um show burocrático. A banda não foi de falar muito (mas é claro que vez ou outra rolava um famigerado Obrigado Sao Paulo!), e a turnê atual conta somente com os cinco no palco (felizmente). Foram apenas 16 músicas, e outras duas no bis, e o show durou pouco mais de 1h40… Mas a banda caprichou no repertório.
A abertura foi com a faixa-título Sting In The Tail. Do álbum novo entraram também as faixas Raised On Rock, e a balada The Best is Yet to Come, que é uma delícia de se cantar. De clássicos, rolou Big City Nights, Bad Boys Running Wild, as duas músicas-que-eu-considero-músicas-de-metal Blackout e Dynamite, entre outras. E é claro, aquelas duas famosas baladinhas que dispensam apresentações. A surpresa da noite para mim foi a faixa instrumental Coast to Coast, que eu realmente não esperava ouvir. E pra fechar o show, Rock You Like a Hurricane, claro.

 

No meio do show, acontece o Kottak Attack. Enquanto o resto da banda sai de cena balão de oxigênio no camarim, o baterista James Kottak (na foto acima) tem o seu momento solo, enquanto no telão é exibida uma história bizarra onde ele é protagonista. Logo depois o momento mais \m/ do show: o garotão aí literalmente entorna 1 copão de cerveja goela abaixo, e sua deixa maior está devidamente tatuada em suas costas: ROCK AND ROLL FOREVER.

 Hail!

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Aproveitando o momento, que tal a mesma dica musical?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O ato final da banda. São 12 músicas de hard rock purinho, que de certa forma passam por várias fases da banda. Quem curte rock tem que ouvir esse álbum.

Logo de cara as faixas Raised On Rock e Sting In The Tail. A faixa seguinte, Slave Me, soa oitentista, e a balada The Good Die Young tem Tarja Turunen como backing de luxo.

As outras baladinhas do álbum: Lorelei lembra muito Send Me An Angel, e S.L.Y. é praticamente uma faixa-irmã de Still Loving You (reparem nas iniciais).

E por se tratar de um último álbum, as duas últimas faixas tem um tom de despedida. Spirit Of Rock deixa claro para nós: The spirit of rock will never die. E fechando um ciclo de 40 anos de rock and roll, The Best is Yet to Come.

Baixe aqui o álbum: 2shared.com/file/FdVtW0gm/2010Stingtailupbyboomkaos.html

; )

 

HORA DOS FILMES – Alfred Hitchcock

Postado em Uncategorized em 23/05/2010 por rmansur

Em 2010 é aniversário de morte (expressãozinha cretina essa, não?…) de Alfred Hitchcock (e lá se vão 30 anos). Mas vamos dispensar as frases feitas e deixar de definir um homem que não mais precisa de apresentações. Se bem que… até hoje alguns dos meus amigos e conhecidos nem fazem ideia de quem foi Hitchcock. Pois é, incrivelmente a humanidade sempre surpreende…

Mas quem conheceu seus filmes sabe que Hitchcock foi um diretor muito à frente de seu tempo (frase feita!, essa nããããããoooo… haha). Enfim… Bem, ele realmente foi isso mesmo, e seus filmes são bons porque possuem histórias realistas, com personagens simpáticos e intrigantes, além de algumas técnicas de filmagem pioneiras.

Eu estou descobrindo e redescobrindo ao mesmo tempo minha paixão por Hitchcock. Então eu listei abaixo alguns dos filmes do diretor que já assisti, falando um pouco dos enredos e das peculiaridades de cada obra. Confiram… ; )

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Um Corpo Que Cai (Vertigo) – 1958 

Com: James Stewart, Kim Novak e Barbara Bel Geddes

 

É considerada a obra prima de Hitchcock. No filme, James Stewart interpreta um detetive aposentado, e que sofre de acrofobia. Ele é convidado a investigar a esposa de um amigo, pois este acredita que ela tenha tendências suicidas. É um filme que fala de vidas passadas, possessão corporal, fobias, e que possui reviravoltas daquelas. Confesso que achei meio maçante (o que torna o filme longo demais para seus 130 minutos), mas a história é interessante e bem desenvolvida. Vertigo também foi uma revolução na técnica de filmar, pois o filme criou o efeito de vertigem usado até hoje no cinema.

Classificação: 14 anos.

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Os Pássaros (The Birds) – 1963

Com: Tippi Hedren, Rod Taylor e Jessica Tandy

 

Meu primeiro Hitchcock, e um dos melhores filmes do diretor. Conta a história assustadora de uma cidade na Califórnia que começa a ser atacada por pássaros. Assustadora com sua trama verossimil, afinal é logicamente possível que um bando de pássaros se agrupe para atacar pessoas, afinal não sabemos como a Natureza age sobre suas criaturas. Não possui trilha sonora (e nem precisa, pois quando as coisas acontecem no mundo real não existe música de suspense tocando), e o seu final deixa o espectador tirar suas próprias conclusões. Filmaço!

Classificação: 14 anos.

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Festim Diabólico (Rope) – 1948

Com: John Dall, Farley Granger e James Stewart

 

Outro filme que se tornou um dos meus favoritos (na verdade, me deixou obcecado por ele e reativou meu gosto por Alfred Hitchcock). Conta a história de dois jovens (Dall e Granger) que matam um colega e escondem seu corpo num baú, apenas para realizarem o “crime perfeito”. A perfeição virá com a festa que os dois jovens darão no mesmo apartamento, quando a comida será servida em cima do baú. E pra deixar a coisa mais perfeita, entre os convidados estão os pais da vítima e sua noiva. Rope tem de tudo: suspense, tensão e incrivelmente muito humor. É um filme que incomoda sem precisar apelar para cadáveres e sangue. Hitchcock ainda caprichou ao fazer um filme com sequências longas (de 8 a 10 minutos direto), e com cortes precisos e quase imperceptíveis, o que faz o filme parecer ter sido rodado direto. É um filme curto porém objetivo, possui uma discussão filosófica ao abordar a teoria do super-homem de Nietzsche (sobre seres superiores e inferiores). E ainda tem James Stewart. Só esse título em português que é meio xarope, mas enfim…

Classificação: 14 anos.

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Janela Indiscreta (Rear Window) – 1954

Com: James Stewart e Grace Kelly

  

Hitchcock escalou Stewart e Kelly para viverem um filme que te prende mesmo sem qualquer tipo de ação, coisa que hoje em dia é difícil de acontecer. Que atire a primeira pedra quem nunca se interessou pela vida alheia, e que não faria o mesmo que James Stewart (perfeito, de novo), que passa a bisbilhotar a casa dos vizinhos, numa época sem internet ou uma programação mais atrativa na TV (hehe). Na trama, Stewart interpreta um fotógrafo acidentado que passa a fuxicar a vizinhança, e acaba desconfiando que seu vizinho da frente possa ter assassinado a esposa. Um ótimo filme, com tudo que Hitchcock tem de bom (e ainda tem uma chuchuquinha chamada Grace Kelly deixando o filme mais bonito de se ver). 

Classificação: 12 anos.

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Disque M Para Matar (Dial M for Murder) – 1954

Com: Ray Milland, Grace Kelly e Robert Cummings

Poucos sabem, mas esse filme de 1954 foi filmado em 3D! Na trama, a fofa Grace Kelly sofre nas mãos do marido (Milland), quando este planeja o assassinato dela. Ela sobrevive, mas a história não acabou, pois seu marido é calculista e começa a virar o jogo, fazendo a vítima se tornar suspeita. Um bom filme, onde de fato nenhum dos três é bonzinho, afinal Kelly e Cummings (amigo do casal) já vinham tendo uma relação amorosa, mas o marido traído só quer mesmo é saber da fortuna de sua esposa, que poderia muito bem ter forjado sua tentativa de assassinato.

Classificação: 14 anos.

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Intriga Internacional (North by Northwest) – 1959

Com: Cary Grant e Eva Marie Saint

Além de James Stewart, Hitchcock também gostava de trabalhar com Cary Grant (que também atuou em “Interlúdio” e “Ladrão de Casaca”). Neste filme Grant é confundido com um agente secreto e passa a ser perseguido tanto pelos caras maus quanto pela polícia, após ter sido acusado de matar um diplomata na ONU. Um filme muito bom, que possui ação, suspense, reviravoltas e, novamente, humor na dose certa (como a sequência do leilão, que é tensa e engraçada ao mesmo tempo). Possui cenas memoráveis (como a cena clássica de Grant perseguido por um avião, além do desfecho no Monte Rushmore), e é considerado um dos melhores filmes de Hitchcock. Porque é mesmo… hehe 

Classificação: 14 anos. 

***

Frenesi (Frenzy) – 1972

Com: John Finch, Barry Foster e Ann Massey

 

Penúltimo filme do diretor, feito na Inglaterra, estrelado por desconhecidos, e violento. Frenzy conta a história de um psicopata que estupra e estrangula as vítimas com uma gravata. O humor nesse filme é o negro, e a impressão que se tem é que Hitchcock quis fazer um filme que fosse Hitchcock porém renovado. Hitchcock porque é um retorno ao suspense com o toque do diretor (após desandar com “Cortina Rasgada” e “Topázio”); e renovado por possuir nudez e palavrões (coisa que o diretor nunca precisou colocar nos filmes). E é um filme violento, com corpos e uma cena de estupro que remete à clássica cena do chuveiro de Psicose. Mesmo assim, é indispensável.

Classificação: 16 anos.

*** 

Trama Macabra (Family Plot) – 1976

Com: Bruce Dern e Karen Black; Willian Devane e Barbara Harris

Último filme de Hitchcock, e mesmo não estando entre seus maiores feitos, é um filme que merece destaque. Conta a história de um casal de trambiqueiros (Dern e Black). Ele, um ator (George) que trabalha como taxista; ela, uma falsa médium chamada Blanche que atende uma rica senhora que a pede para encontrar Edward, seu sobrinho e único herdeiro, que está desaparecido há anos. Paralelamente, em outro canto da cidade, um outro casal (Devane e Harris) sequestra pessoas importantes e sempre pedem o resgate em jóias. As duas histórias se entrelaçam quando George e Blanche descobrem o túmulo do tal sobrinho, mas que na verdade é falso. Um filme muito divertido, com alguns palavrões, e uma assustadora descida da montanha.

Classificação: 16 anos.

*** 

O Homem Que Sabia Demais (The Man Who Knew Too Much) – 1956

Com: James Stewart e Doris Day

Mais uma vez James Stewart aparece em cena, desta vez em um papel dramático. Ao lado de Doris Day, ambos vivem um casal americano de passagem pelo Marrocos junto de seu filhinho Hank. Em Marrakech um agente secreto que o casal conhecera dias antes é assassinado, mas antes ele conta ao homem sobre um plano para assassinar um diplomata em Londres. Mas o filho do casal é sequestrado para evitar que ambos avisem às autoridades sobre o que está para acontecer. O filme é uma refilmagem de uma película que o próprio Hitchcock dirigiu em 1934, e possui uma sequência sensacional de 12 minutos sem qualquer diálogo, e que fica mais tensa pela música e pela sensação de impotência que Doris Day expressa nessa cena-chave do filme. Um dos melhores trabalhos de Alfred Hitchcock.

Classificação: 12 anos.

*** 

Psicose (Psycho) – 1960

Com: Anthony Perkins, Janet Leigh e Vera Miles 

Sobrou um, mas este é hors concours. Afinal, Psicose é “o” filme de Hitchcock (mas por exigência popular mesmo, existem outros melhores). As pessoas falam de Psicose sem terem visto o filme, conhecem somente a cena do chuveiro e pronto. Tá certo, a cena do chuveiro é um ícone da história do cinema, mas Psicose não é só esta cena. O filme é sobre Marion Crane (Leigh), que rouba um dinheiro e foge de carro, indo parar no Motel Bates. E lá ela é misteriosamente assassinada. Não dá pra falar mais sobre este filme, pois embora sua história esteja mais saturada que os demais filmes de Hitchcock, ainda existem pessoas que não viram o filme todo, e eu não quero estragar o final da pipoca. Para quem ainda não viu este ou qualquer outro filme de Alfred Hitchcock, Psicose é a pílula vermelha (Matrix, você se lembra?). 

Classificação: 14 anos.

***

Por enquanto essas são as ótimas dicas de momento. Até mais… 

E a guerra continua…

Postado em Uncategorized em 18/05/2010 por rmansur

Voltando de mais um hiato, e dessa vez com uma questão de opinião.

Há mais ou menos 1 mês o Domingo Fantástico (opa, Espetacular), “a revista eletrônica totalmente original” da Record, exibiu uma matéria de 3 horas falando da perseguição do jornal da família Marinho aos fiéis da Universal.

De certa forma a igreja lá está com razão… a matéria d’O Globo poderia se limitar a falar do evento com uma matéria simples, coisa de meia coluna… mas ficou claro que houve uma certa sacanagem em destacar o “caos no trânsito” causado pelo evento em Botafogo.

Só que a Universal também não é santinha (uau)… além de se fazer de vítima, se dizendo perseguida pela Globo, ela ainda tem a coragem de dizer que a montanha de lixo deixada pelas pessoas na areia foi forjada! Que não foi mais que um truque de câmera. Incrível.

Como se a falta de educação não fosse um mal que atinge qualquer religião…

Do outro lado… o jornal O Globo, assim como a Universal, é muito influente. E é necessário um cuidado com o que vai circular por suas páginas. Qualquer evento grande, que possa atrair milhares – ou 1 milhão – de pessoas vai causar tumulto. Na verdade, se colocarmos 20 ou 50 pessoas fechando uma rua pra protestar, já causaremos um nó no trânsito.

Em compensação, a Universal também é espertinha… disse às autoridades que seria um evento para 100 mil pessoas… havia um público 10 vezes maior. Liberdade religiosa, c’mon

Voltando à Record… é estranho que um canal que preza pelo “jornalismo verdade” diga que uma multidão (sem falar em credo ou religião) não vá deixar toneladas de lixo no chão e na areia… e é muito mais estranho que um canal porta-voz da Universal diga que a igreja se sinta injustiçada e perseguida, mas ao mesmo tempo vive destacando “os bispos e padres CATÓLICOS presos por pedofilia”. Oras, a pedofilia não é exclusividade de católicos…

A Globo faz igual quando fala “do deputado Pernambuco do Nascimento, DO PT, acusado de enfiar dinheiro na cueca”. Se no PT só tem ladrão, na igreja católica só tem pedófilo… simplesmente ridículo.

Na briga entre Globo x Record, as duas sempre estarão erradas. A Globo, porque sua história é obscura; a Record, por ser o cordeirinho dos pastores da Universal.

DE VOLTA – Vai um som aí?

Postado em Uncategorized em 05/12/2009 por rmansur

Depois de um pequeno hiato, o blog retoma suas atividades.

Mas desta vez não falarei de cinema, e sim de música. E para compensar um pouco minha ausência, irei falar de dois álbuns ao mesmo tempo.

E dois álbuns de metal, ainda por cima. Começo falando de Angels Cry, do Angra.

O álbum de estreia do projeto Angra (1991 ou 1992) é um típico álbum de metal: tem músicas hipertrabalhadas e divertidas (que ora nos fazem rir, ora nos deixam com aquele sorriso de “caraca, que música foda!”). São apenas 10 faixas (incluindo a vinheta de abertura, que todo álbum de metal melódico possui, é quase a Lei do gênero), mas são 10 faixas de ótimas músicas.

Os destaques do álbum: A tríade “(Toca!!!) Carry On – Time – Angels Cry” é a espinha dorsal do álbum. Também se destacam as ótimas “Evil Warning”, a estranha-porém-divertida-e-consagrada versão André Matos de “Wuthering Heights” (de Kate Bush), e a maravilhosa “Never Understand” com seus solos de guitarra no final. Pronto!, já se foram seis faixas, desvendem as outras quatro restantes e concluam que Angels Cry é um ótimo trabalho.

***

O outro destaque de hoje é The Silent Force, do Within Temptation:

Em 2008 tive a chance de ouvir a música “What Have You Done?” dessa mesma banda. A semelhança dessa canção com uma outra canção de uma banda americana de Little Rock é grande (por ser um dueto e pela sonoridade) me fez pensar que o Within Temptation era um “Evanescence que deu certo”. Tá certo que o WT existe a muito mais tempo que a banda da Amy Lee, mas o álbum “The Heart of Everything” é muito Evanescence (e talvez o Within tenha até se inspirado neles para as sessões de “The Heart…”, pois a semelhança é grande, embora o resultado final seja bem superior ao de Amy Lee e seus Evanescences =P ). Enfim, se ficou curioso, escute esse álbum também, não irá se arrepender. Mas o assunto agora é seu antecessor.

Afinal, The Silent Force (2004) é uma experiência musical única! São 11 faixas (com duas bônus, disponíveis em qualquer download =P) de sonoridades pesadas, sinfônicas, ora atmosféricas, mas maravilhosas! Cada música é uma experiência distinta; é difícil descrever com exatidão, é o tipo de álbum em que se diz “cara, só escuta!”, e cada um tira sua conclusão sem precisar explicar ao outro o que achou do disco.

 Os destaques do álbum: “The Silent Force” também possui uma introdução (de quase 2 minutos, uma peça sinfônica com coral e um pequeno trabalho vocal da Sharon), que logo se conecta a “See Who I Am”. Destacam-se as faixas “Aquarius”, “Angels”, “Stand My Ground”, e particularmente ”Memories” (cuja bateria é diferente). Na verdade é relativo falar de faixas que se destacam, pois todas elas estão no mesmo patamar de destaque. Apenas ouça e se deixe flutuar.

***

Divirtam-se! Em breve eu volto.

Hora do filme

Postado em Uncategorized em 14/06/2009 por rmansur

No post de hoje, “Sinais”, de 2002.

Cartaz

Pequena ficha técnica:

Direção: M. Night Shyamalan. Com Mel Gibson, Joaquin Phoenix, Rory Culkin e Abigail Breslin. Produzido e escrito por M. Night Shyamalan. Colorido, 112 minutos.

Sinopse: Graham Hess (Mel Gibson), um ex-pastor episcopal e viúvo, mora em uma fazenda com seus filhos Morgan (R. Culkin) e Bo (A. Breslin) e conta com a ajuda de seu irmão, Merril (Joaquin Phoenix). Um dia, todos se deparam com o surgimentos de misteriosos círculos no milharal de sua fazenda.

"Sinais" é uma produção de M. Night Shyamalan, de "O Sexto Sentido".

Graham Hess abandonara a batina após a morte de sua mulher num trágico acidente. Seu filho Morgan sofre de asma, e frequentemente faz uso de sua bombinha. A pequena Bo tem cismas de que a água que bebe esteja contaminada ou suja, e sempre pede para trocarem seus copos. Já Merril havia tentado a sorte no beisebol, mas não fora bem-sucedido.

Enquanto Hess conversa com a policial Paski (Cherry Jones) sobre os círculos, um dos cães ataca as crianças, e Morgan é obrigado a matá-lo para salvar Bo. Os animais da região haviam se comportado de forma estranha nos últimos dias.

Durante a noite, Bo pede um copo de água ao pai, e Graham nota que alguém está em cima do telhado da casa. Graham e Merril a procuram, mas não a encontram. Na manhã seguinte Paski retorna à fazenda para ouví-los sobre o ocorrido. Na TV o noticiário informa sobre novos sinais que surgiram em outras partes do mundo. A oficial pede que Graham leve as crianças pra se divertirem um pouco, e não as deixar obcecadas com esse assunto.

"Sinais" arrecadou mais de 400 milhões de dólares no mundo. Foi uma das principais bilheterias de 2002.

Na volta da cidade, Morgan, usando a antiga babá-eletrônica de Bo, consegue detectar ruídos estranhos vindos do céu. No noticiário, agora, as imagens mostram pontos de luzes no céu de algumas partes do mundo. Todos passam a acreditar que, de fato, uma invasão alienígena esteja acontecendo. Paralelamente, Graham e Merril discutem sobre os últimos acontecimentos. Merril acredita que as luzes e os sinais sejam um evento milagroso, mas Graham acredita que seja o fim do mundo. A questão principal é trazida à tona: É possível que não existam coincidências?

Questão de opinião: Embora tenha uma invasão alienígena como tema, “Sinais” é mais um filme de suspense do que puramente ficção científica. Muitos consideram seu final bem ruim, mas é nítido que seu desfecho é puramente simples e se encaixa perfeitamente com o mar de situações apresentadas durante a trama. Durante o filme, alguns flash-backs mostram Graham conversando pela última vez com sua esposa, momentos antes dela morrer.

É um filme com conotações religiosas explícitas, e também deixa o espectador pensando sobre em qual dos grupos de pessoas você se considera incluído: no grupo dos que acreditam em Deus e em milagres, ou no grupo de pessoas que acreditam estarem sozinhas no Universo.

“Sinais” é um dos melhores filmes de M. Night Shyamalan, este injustiçado. Shyamalan é quase que exorcizado por criar seus próprios roteiros e ter um ar meio arrogante, mas de fato seus filmes conseguem prender a atenção até o final. Vide “O Sexto Sentido”, o próprio “Sinais” e “Fim dos Tempos”. Somente “Corpo Fechado” e “A Dama na Água” de fato decepcionam um pouco. Sobre “A Vila”, o blog não tem opinião formada ainda.

As coincidências são fatos importantes em "Sinais".

Bom filme!

REDE MANCHETE: Aconteceu, Virou História

Postado em Uncategorized em 31/05/2009 por rmansur

Antes de mais nada, gostaria de falar de um programa de televisão chamado “Ver TV”. Com apresentação do jornalista Lalo Leal, o “Ver TV” é um espaço para discussão e debate sobre a televisão num aspecto geral. A cada programa três convidados debatem sobre a qualidade de programação, sobre como a televisão influencia as pessoas e também sobre os prós e contras de canais ou de seus conteúdos.

Se levarmos em conta a qualidade da programação da televisão num aspecto geral, teremos certeza que o “Ver TV” é um dos melhores programas da própria televisão. Infelizmente são poucos os que assistem este programa, visto que ele não é exibido em Bands, Globos ou SBTs.

Programa "Ver TV"

Nesta semana, o programa (que vai ao ar nos canais TV Câmara e TV Brasil, ex-TVE) discutiu sobre a finada Rede Manchete. Foram convidados para o bate-papo o locutor Eloy Decarlo (considerado a “voz” do canal), a jornalista Rosa Wasem, e Elmo Francfort, autor do livro “Rede Manchete – Aconteceu, Virou História” (em destaque abaixo).

"REDE MANCHETE - Aconteceu, Virou História", escrito por Elmo Francfort.

O destaque de hoje é justamente este livro, que conta a história da Rede Manchete.

A Manchete foi criada em 1983, e se tornou um símbolo da história da televisão. Abaixo um trecho de um release do livro: 

A rede fundada por Adolpho Bloch foi a primeira a segmentar o mercado, apostando em uma programação voltada para a classe A, mas conseguiu ganhar a audiência de outras camadas sociais. Instituiu um novo paradigma, provando que não só os programas populares dão audiência, que uma TV de qualidade pode conquistar os espectadores e divulgar o melhor da produção cultural. 

Elmo Francfort analisa em detalhe cada programa da emissora, com destaque para os telejornais, a cobertura dos desfiles carnavalescos, as novelas – entre elas “Dona Beija” e a inovadora “Pantanal”, que bateu recordes de audiência e estabeleceu novos modelos de teledramaturgia –, os musicais – como “Bar Academia”, que virou referência ao combinar canções e entrevistas com a nata da MPB. O autor enfatiza também o pioneirismo técnico da Manchete, a primeira a transmitir em som estéreo e a usar câmeras-robô, com grua, e não se furta a descrever a longa crise financeira que acabou por levar a emissora a fechar as portas.

 

Fica a dica de leitura de hoje.

 

Programa Ver TV:

TV Câmara - Quinta-feira, 22:30.

TV Brasil – Sábado, 17:30

 

E abaixo a vinheta de abertura da Manchete (o tradicional M da Manchete sobrevoando o Brasil), uma cena clássica da televisão brasileira.

 

 

Acompanhe as atualizações.

 

Relembrar é viver…

Postado em Uncategorized em 24/05/2009 por rmansur

Em algum lugar dos anos 90 um grupo sueco estourou com suas músicas grudentas e refrões inesquecíveis.

Não, desta vez não falo do meu querido Roxette… o grupo em destaque no post de hoje é o Ace of Base, formado pelos irmãos Jonas e Sofia Katarina Berggren e Ulf Gunnar Ekberg. (E ainda acham complicado pronunciar o nome do Per Gessle…)

Enfim… se você existiu em algum lugar dos anos 90, com certeza se lembrará deste sucesso da banda, “All That She Wants”.

Ah!, os anos 90…

Boa semana.

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