HORA DOS FILMES – Alfred Hitchcock

Em 2010 é aniversário de morte (expressãozinha cretina essa, não?…) de Alfred Hitchcock (e lá se vão 30 anos). Mas vamos dispensar as frases feitas e deixar de definir um homem que não mais precisa de apresentações. Se bem que… até hoje alguns dos meus amigos e conhecidos nem fazem ideia de quem foi Hitchcock. Pois é, incrivelmente a humanidade sempre surpreende…

Mas quem conheceu seus filmes sabe que Hitchcock foi um diretor muito à frente de seu tempo (frase feita!, essa nããããããoooo… haha). Enfim… Bem, ele realmente foi isso mesmo, e seus filmes são bons porque possuem histórias realistas, com personagens simpáticos e intrigantes, além de algumas técnicas de filmagem pioneiras.

Eu estou descobrindo e redescobrindo ao mesmo tempo minha paixão por Hitchcock. Então eu listei abaixo alguns dos filmes do diretor que já assisti, falando um pouco dos enredos e das peculiaridades de cada obra. Confiram… ; )

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Um Corpo Que Cai (Vertigo) – 1958 

Com: James Stewart, Kim Novak e Barbara Bel Geddes

 

É considerada a obra prima de Hitchcock. No filme, James Stewart interpreta um detetive aposentado, e que sofre de acrofobia. Ele é convidado a investigar a esposa de um amigo, pois este acredita que ela tenha tendências suicidas. É um filme que fala de vidas passadas, possessão corporal, fobias, e que possui reviravoltas daquelas. Confesso que achei meio maçante (o que torna o filme longo demais para seus 130 minutos), mas a história é interessante e bem desenvolvida. Vertigo também foi uma revolução na técnica de filmar, pois o filme criou o efeito de vertigem usado até hoje no cinema.

Classificação: 14 anos.

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Os Pássaros (The Birds) – 1963

Com: Tippi Hedren, Rod Taylor e Jessica Tandy

 

Meu primeiro Hitchcock, e um dos melhores filmes do diretor. Conta a história assustadora de uma cidade na Califórnia que começa a ser atacada por pássaros. Assustadora com sua trama verossimil, afinal é logicamente possível que um bando de pássaros se agrupe para atacar pessoas, afinal não sabemos como a Natureza age sobre suas criaturas. Não possui trilha sonora (e nem precisa, pois quando as coisas acontecem no mundo real não existe música de suspense tocando), e o seu final deixa o espectador tirar suas próprias conclusões. Filmaço!

Classificação: 14 anos.

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Festim Diabólico (Rope) – 1948

Com: John Dall, Farley Granger e James Stewart

 

Outro filme que se tornou um dos meus favoritos (na verdade, me deixou obcecado por ele e reativou meu gosto por Alfred Hitchcock). Conta a história de dois jovens (Dall e Granger) que matam um colega e escondem seu corpo num baú, apenas para realizarem o “crime perfeito”. A perfeição virá com a festa que os dois jovens darão no mesmo apartamento, quando a comida será servida em cima do baú. E pra deixar a coisa mais perfeita, entre os convidados estão os pais da vítima e sua noiva. Rope tem de tudo: suspense, tensão e incrivelmente muito humor. É um filme que incomoda sem precisar apelar para cadáveres e sangue. Hitchcock ainda caprichou ao fazer um filme com sequências longas (de 8 a 10 minutos direto), e com cortes precisos e quase imperceptíveis, o que faz o filme parecer ter sido rodado direto. É um filme curto porém objetivo, possui uma discussão filosófica ao abordar a teoria do super-homem de Nietzsche (sobre seres superiores e inferiores). E ainda tem James Stewart. Só esse título em português que é meio xarope, mas enfim…

Classificação: 14 anos.

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Janela Indiscreta (Rear Window) – 1954

Com: James Stewart e Grace Kelly

  

Hitchcock escalou Stewart e Kelly para viverem um filme que te prende mesmo sem qualquer tipo de ação, coisa que hoje em dia é difícil de acontecer. Que atire a primeira pedra quem nunca se interessou pela vida alheia, e que não faria o mesmo que James Stewart (perfeito, de novo), que passa a bisbilhotar a casa dos vizinhos, numa época sem internet ou uma programação mais atrativa na TV (hehe). Na trama, Stewart interpreta um fotógrafo acidentado que passa a fuxicar a vizinhança, e acaba desconfiando que seu vizinho da frente possa ter assassinado a esposa. Um ótimo filme, com tudo que Hitchcock tem de bom (e ainda tem uma chuchuquinha chamada Grace Kelly deixando o filme mais bonito de se ver). 

Classificação: 12 anos.

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Disque M Para Matar (Dial M for Murder) – 1954

Com: Ray Milland, Grace Kelly e Robert Cummings

Poucos sabem, mas esse filme de 1954 foi filmado em 3D! Na trama, a fofa Grace Kelly sofre nas mãos do marido (Milland), quando este planeja o assassinato dela. Ela sobrevive, mas a história não acabou, pois seu marido é calculista e começa a virar o jogo, fazendo a vítima se tornar suspeita. Um bom filme, onde de fato nenhum dos três é bonzinho, afinal Kelly e Cummings (amigo do casal) já vinham tendo uma relação amorosa, mas o marido traído só quer mesmo é saber da fortuna de sua esposa, que poderia muito bem ter forjado sua tentativa de assassinato.

Classificação: 14 anos.

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Intriga Internacional (North by Northwest) – 1959

Com: Cary Grant e Eva Marie Saint

Além de James Stewart, Hitchcock também gostava de trabalhar com Cary Grant (que também atuou em “Interlúdio” e “Ladrão de Casaca”). Neste filme Grant é confundido com um agente secreto e passa a ser perseguido tanto pelos caras maus quanto pela polícia, após ter sido acusado de matar um diplomata na ONU. Um filme muito bom, que possui ação, suspense, reviravoltas e, novamente, humor na dose certa (como a sequência do leilão, que é tensa e engraçada ao mesmo tempo). Possui cenas memoráveis (como a cena clássica de Grant perseguido por um avião, além do desfecho no Monte Rushmore), e é considerado um dos melhores filmes de Hitchcock. Porque é mesmo… hehe 

Classificação: 14 anos. 

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Frenesi (Frenzy) – 1972

Com: John Finch, Barry Foster e Ann Massey

 

Penúltimo filme do diretor, feito na Inglaterra, estrelado por desconhecidos, e violento. Frenzy conta a história de um psicopata que estupra e estrangula as vítimas com uma gravata. O humor nesse filme é o negro, e a impressão que se tem é que Hitchcock quis fazer um filme que fosse Hitchcock porém renovado. Hitchcock porque é um retorno ao suspense com o toque do diretor (após desandar com “Cortina Rasgada” e “Topázio”); e renovado por possuir nudez e palavrões (coisa que o diretor nunca precisou colocar nos filmes). E é um filme violento, com corpos e uma cena de estupro que remete à clássica cena do chuveiro de Psicose. Mesmo assim, é indispensável.

Classificação: 16 anos.

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Trama Macabra (Family Plot) – 1976

Com: Bruce Dern e Karen Black; Willian Devane e Barbara Harris

Último filme de Hitchcock, e mesmo não estando entre seus maiores feitos, é um filme que merece destaque. Conta a história de um casal de trambiqueiros (Dern e Black). Ele, um ator (George) que trabalha como taxista; ela, uma falsa médium chamada Blanche que atende uma rica senhora que a pede para encontrar Edward, seu sobrinho e único herdeiro, que está desaparecido há anos. Paralelamente, em outro canto da cidade, um outro casal (Devane e Harris) sequestra pessoas importantes e sempre pedem o resgate em jóias. As duas histórias se entrelaçam quando George e Blanche descobrem o túmulo do tal sobrinho, mas que na verdade é falso. Um filme muito divertido, com alguns palavrões, e uma assustadora descida da montanha.

Classificação: 16 anos.

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O Homem Que Sabia Demais (The Man Who Knew Too Much) – 1956

Com: James Stewart e Doris Day

Mais uma vez James Stewart aparece em cena, desta vez em um papel dramático. Ao lado de Doris Day, ambos vivem um casal americano de passagem pelo Marrocos junto de seu filhinho Hank. Em Marrakech um agente secreto que o casal conhecera dias antes é assassinado, mas antes ele conta ao homem sobre um plano para assassinar um diplomata em Londres. Mas o filho do casal é sequestrado para evitar que ambos avisem às autoridades sobre o que está para acontecer. O filme é uma refilmagem de uma película que o próprio Hitchcock dirigiu em 1934, e possui uma sequência sensacional de 12 minutos sem qualquer diálogo, e que fica mais tensa pela música e pela sensação de impotência que Doris Day expressa nessa cena-chave do filme. Um dos melhores trabalhos de Alfred Hitchcock.

Classificação: 12 anos.

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Psicose (Psycho) – 1960

Com: Anthony Perkins, Janet Leigh e Vera Miles 

Sobrou um, mas este é hors concours. Afinal, Psicose é “o” filme de Hitchcock (mas por exigência popular mesmo, existem outros melhores). As pessoas falam de Psicose sem terem visto o filme, conhecem somente a cena do chuveiro e pronto. Tá certo, a cena do chuveiro é um ícone da história do cinema, mas Psicose não é só esta cena. O filme é sobre Marion Crane (Leigh), que rouba um dinheiro e foge de carro, indo parar no Motel Bates. E lá ela é misteriosamente assassinada. Não dá pra falar mais sobre este filme, pois embora sua história esteja mais saturada que os demais filmes de Hitchcock, ainda existem pessoas que não viram o filme todo, e eu não quero estragar o final da pipoca. Para quem ainda não viu este ou qualquer outro filme de Alfred Hitchcock, Psicose é a pílula vermelha (Matrix, você se lembra?). 

Classificação: 14 anos.

***

Por enquanto essas são as ótimas dicas de momento. Até mais… 

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8 Respostas to “HORA DOS FILMES – Alfred Hitchcock”

  1. É verdade … eu só conheço mesmo a cena do chuveiro do “Psicose”! 😀
    Mandou bem nesse blog aki .. Gostei muito ! Parabens!! ^^

  2. Peterson Says:

    Gostei das postagens do velho Hitch! Bem como um texto de internet deve ser: bem objetivo. North by Northwest é o meu filme predileto, seguido de Janela Indiscreta e Vertigo.

  3. Boa crítica,ótimos filmes!
    Festim é o melhor pra mim, psicose é mto popular mesmo,as pessoas só conhecem esse na maioria das vezes.
    Diálogo entre 3 pessoas:

    Pessoa 1: Você conhece Hitchcock?
    Pessoa 2: sim, adoro ele!
    Pessoa 3: Claro vi todos os 3 filmes dele: psicoZi, Janela discreta e VertiGe!
    Pessoa 2: Ué? São 3 filmes? Pensei que era só aquele do chuverinho!
    Pessoa 1: Hmn!

  4. Roberto Says:

    Gosto do “Os Pássaros”. Para falar a verdade é o único filme do Hitchcock que eu me lembro ter assistido pelo menos até o final. Lembro de ter sentido medo quando assisti. Afinal de contas, eu era criança quando vi esse filme.

  5. FESTIM COMANDA!

  6. Di França Says:

    Mansur muito legal seu blog ou sei la oq seja isso, mas veioooo a internet so traz a desgraça de um homem… abandone esse mundo e seja feliz. Fala-se muito da TV mas o grande mau do seculo XXI é a internet q arruina com todo e qualquer contato entra as pessoas tornando tudo efemero e futil, sinta , toque e aproveite as simples coisas da vida. Pq um dia essas coisas já não existirão mais…. E esse dia já não esta tao longe assim.

    sei la…. ou então faça oq te faz feliz.

    Estou postando aqui, pq lembrei de quando vc era o unico q falava no meu hauauhauauhaua. flw mansur.

  7. Thiago Arvore Says:

    Ainda não tive tempo de ler, mas aqui vai uma sugestão para o blog ficar mais completo: tenta colocar o link dos filmes pra baixar, assim quem conhece o filme tem a chance de te-lo, e quem não o conhece, tem a chance de conhecer.

    Abraços!

  8. Carolina Lobato Says:

    Ainda nao vi nenhum filme dele. mas depois de suas sinopses, vou procurar ver.

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