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Mais um texto sobre a tecnologia transformando as pessoas desde quando elas eram crianças

Posted in Uncategorized on 25/03/2015 by rmansur

Achei um texto muito interessante de uma moça chamada Lilian Ferreira (editora de Ciência e Saúde do UOL) falando sobre a relação entre tecnologia e as novas gerações, um assunto que eu curto bastante.

Mas confesso que só coloquei o texto no meu blog porque o site original é meio confuso e pesado demais pra se navegar. E só por isso mesmo! (Rsrs) Mas o link original estará devidamente creditado.

“INTELIGÊNCIA SOCIAL – Por Lilian Ferreira

O casal estava preocupado. A filha de três anos não interagia com outras crianças. Foram ao pediatra ver qual era o problema. Em poucos dias, a menina brincava com os outros, como os próprios pais faziam na infância. Qual foi o remédio? Bastou tirar o celular e o tablet da criança quando ela estava em grupo.

Temos que reaprender a interagir PESSOALMENTE?

As pessoas, principalmente as crianças, precisam de um cara a cara. Falta olho no olho na sociedade. Hoje, quando se fala com amigos, parentes e afins, é por meio de redes sociais e mensagens de texto. Até a voz tem virado coadjuvante nessa relação. Na possibilidade de uma interação de corpo supostamente presente, a alma e atenção de um – ou de ambos – estão no aplicativo pelo qual é possível falar com outro grupo que, claro, não está ali. Quando o encontro é com essa turma sensacional, alvo de tantas mensagens, a situação naturalmente se inverte.

Esse comportamento comprova a mais pura falta de inteligência. Sim, de inteligência. Social. Se a primeira metade do século 20 foi dominada pelo QI, a inteligência racional, em que “saber coisas” apontava a capacidade de uma pessoa, e os anos 90 foram tomados pelo QE, o emocional, no qual era importante entender e lidar com suas emoções, o século 21, em meio à explosão das mídias digitais e dos aparelhos móveis, valoriza e pede socorro à inteligência social, que nos permite entender o outro, reconhecer expressões e interagir (melhor) em sociedade – coisas que aprendíamos naturalmente, mas, sob o efeito colateral da revolução das novas tecnologias, precisamos agora de uma forcinha para assimilar.

“Humanos não podem viver fora da sociedade. O sucesso social é a chave para alcançarmos todos nossos objetivos culturais e biológicos.”                                                                                                                                                             (Nicholas Humphrey, psicólogo inglês autor do livro “Inner Eye: A evolução da Inteligência social”)

A necessidade de recuperar essa interação é tamanha que alguns cientistas afirmam que, hoje, empatia e reconhecimento de emoções deveriam ser ensinados na escola. “A tecnologia é uma realidade e nos privar dela é impossível, então temos que viver da melhor maneira possível estimulando a cognição social”, afirma Mirna Wetters Portuguez, pesquisadora do Instituto do Cérebro da PUC-RS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul).

E por que sermos sociais? Primeiro porque faz parte da evolução. A ciência diz que viver em sociedade é o que faz do homem o animal mais desenvolvido – uma teoria aponta que o cérebro humano é maior que o de outras espécies devido à alta complexidade de nossas interações sociais face a face. Depois, porque conviver com pessoas traz benefícios à saúde: quem não tem amigos ou círculo social vive menos e pior. Por fim, um motivo ligado à seleção natural do homem moderno: para se destacar na carreira é importante ter um bom networking, além de saber lidar bem com pessoas para desenvolver projetos e trabalhos.

REDES SOCIAIS TAMBÉM OFFLINE

O uso de novas tecnologias tem causado impactos sobre o cérebro, sobre a inteligência e na maneira como convivemos. “A exposição diária a tecnologias como internet, smartphones, tablets, TVs, videogames etc. tem impacto na estrutura e funcionamento microcelular e bioquímica do cérebro, que por sua vez pode afetar nossa personalidade, nosso comportamento e características pessoais”, afirma Portuguez.

As crianças brasileiras são as que passam mais tempo online

Segundo o Ibope, crianças brasileiras entre 2 e 11 anos ficam em média 17 horas por mês conectadas

Um levantamento da Millward Brown Brasil diz que o tempo de crianças de 4 a 12 anos é de 13 horas por semana

Já outra pesquisa, da AVG, indica que 97% das crianças entre 6 e 9 anos no Brasil utilizam a internet

O RISCO DO ANALFABETISMO SOCIAL

Mas o que acontece se não mudarmos essa entrega que hoje parece ser incondicional ao mundo digital? Pesquisas mostram que o cérebro dos nativos desta era evolui de forma diferente: eles são capazes de ser mais multitarefas; têm áreas cerebrais ativadas pelos jogos online, situação não vivida por gerações anteriores; a informação disponível a um clique na internet também estimula o cérebro a criar novas conexões e encontrar informações mais rapidamente. Por outro lado, essa geração tem perdido a capacidade de conviver com outras pessoas.

“Algumas pesquisas apontam que um maior uso do Facebook relaciona-se com maiores níveis de vínculo afetivo, menores níveis de depressão e ansiedade, por exemplo. Mas alguns aspectos da interação face a face mudam, como a capacidade de discriminação de emoções e identificação de mudanças não verbais, como postura, entonação da voz e gesticulação”, afirma André Rabelo, doutorando em psicologia pela UnB (Universidade de Brasília) e autor do canal no YouTube “Minutos Psíquicos”.

“Se você não pratica comunicação face a face, você pode perder importantes habilidades sociais. Nós somos criaturas sociais. Precisamos de tempo livre de aparelhos”, diz Yalda Uhls, principal autor do estudo da UCLA. A ideia de que somos seres sociais por natureza é dividida por Nicholas Humphrey, psicólogo inglês autor do livro “Inner Eye: A evolução da Inteligência social”. Em entrevista ao TAB ele afirmou que os humanos são os animais mais sociais da Terra. “Somos também os mais complexos e imprevisíveis. Entender o outro é um grande desafio intelectual. E nós somos evolutivamente bons nisso. Ou pelo menos éramos. Só somos naturalmente assim se tivermos a oportunidade cedo na vida de experimentar uma grande variedade de situações complexas psicologicamente”, afirma.

Para tirar a prova, fale com pais de adolescentes ou mesmo com alguém da geração Y, aqueles nascidos durante a década de 80 e até início dos anos 90. Ele provavelmente dirá que prefere ter conversas sérias ou difíceis pelo WhatsApp ou algum comunicador instantâneo. É mais fácil dizer o que você quer sem ter que lidar com a expressão do outro. Escrever permite explicar melhor, mas tira muito da naturalidade. “[O jovem] está acostumado a começar e terminar relações de forma virtual, com isso evitando o enfrentamento dos sentimentos. Ele passa por um analfabetismo emocional e talvez tenha que ser alfabetizado em como se relacionar emocionalmente”, afirma Mirna Wetters Portuguez, neurocientista da PUC-RS.

PORTUGUÊS, MATEMÁTICA E EMPATIA

Essa falta de jeito da humanidade em geral é a senha para um boom de cursos e livros que ensinam como paquerar, conversar e interagir. E não pense que isso é coisa de aproveitador: professores da USP (Universidade de São Paulo) estão nessa. Uma associação com cerca de 3.000 empreendedores sociais de mais de 70 países aposta no ensino da empatia para crianças. “Ensinar empatia é tão fundamental quanto leitura e matemática. A empatia é essencial para ter habilidade para resolver conflitos, colaborar em equipes, alinhar interesses, enfim fazer mudanças no mundo”, defende a ONG Ashoka em sua plataforma.

Então voltamos ao começo deste TAB: as crianças terão que ir à escola para aprender a reconhecer faces e emoções alheias, entender entonações e ironias, falar com o outro de maneira adequada, se colocar no lugar do outro e dizer como está se sentindo?

“O atual sistema de educação está falhando amplamente em preparar a geração Y para a força de trabalho, especialmente nas habilidades de comunicação, trabalho em grupo e recompensas por seu desenvolvimento”, afirmam as pesquisadoras Sue Honoré e Carina Paine Schofield no relatório “Geração Y: de Dentro para Fora”. A dupla defende a teoria do construtivismo social, em que estudantes aprendem ao construir seus próprios significados e entendimentos coletivamente, com a interação social sendo o responsável por criar este significado em oposição ao ensino apenas com livros.

“As crianças de hoje são mimadas na escola. Elas não aprendem o que é estar em um time e trabalhar por ele, não por interesses pessoais. Os jovens fogem das partes ruins, mas não é culpa deles. Os pais e a escola os criaram assim. Mas a vida não é feita só de coisas boas. No trabalho principalmente. Eles têm que lidar com situações de conflito, mas não estão aptos para isso. Eles não ouvem, e, em certos casos, só as emoções humanas irão solucionar os problemas.”                                                 (Sue Honoré, pesquisadora consultora da Ashridge Associate.)

Modelo similar é defendido por Raymond Hartjen, educador e autor do livro “Empoderando crianças”. Ele usa a proposta criada na escola Sudbury Valley, em Massachusetts, nos Estados Unidos. A ideia é dar liberdade aos alunos para decidir o que, como estudar e qual o método de avaliação. A tese parte da premissa que as crianças já são motivadas a aprender e a escola deve permitir isso, dando a elas responsabilidade.

“Você não consegue ensinar habilidades sociais na classe. Isso acontece no dia a dia. A segregação por idade nas classes deve ser banida. Escolas livres como a Sudbury permitem que seus alunos pratiquem habilidades sociais diariamente. Existe uma grande relação entre uma boa autodisciplina, autoconfiança e destreza social”, afirma o pesquisador.

Nesse modelo, as crianças são mentoras umas das outras. Ensinam como as coisas funcionam e ajudam a resolver problemas. Isso cria uma ligação entre elas. O mais difícil foi convencer os pais que os alunos precisavam de tempo livre para conviver. “O uso de celulares por crianças é para fugir das amarras da escola tradicional. Já na Sudbury elas interagem”, responde Hartjen ao ser questionado se as crianças de hoje não preferem o celular ao contato real.

Para Mirna Wetters Portuguez, o cuidado dos pais, mesmo em modelos tradicionais de escola, é suficiente para que as crianças tenham limites no uso dos aparelhos. “Noto essa preocupação bastante acentuada em famílias que educam e controlam as atividades dos filhos. Mas há pais mais relapsos, que permitem ou não se importam com o que os filhos fazem, desde que fiquem quietos e não atrapalhem”, afirma.

TUDO FICA ENTRE OS NATIVOS DIGITAIS

Se essas iniciativas chegaram tarde para a geração Y, que tenta se entender – muitas vezes sem sucesso – com colegas mais velhos no mercado de trabalho, há a perspectiva que os projetos de resgate das habilidades sociais do homem não só deem resultado em breve como tornem melhor a vida de gerações futuras. Inclusive no Brasil.

O Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes) incluiu em sua última avaliação não só matemática, leitura e ciências, mas também raciocínio, autonomia, liderança, facilidade de relacionamento e tolerância. O Brasil ficou nas últimas posições. Para tentar uma melhor posição no Pisa 2015, que ocorre em maio e inclui teste de “resolução colaborativa de problemas”, o Governo tem incentivado pesquisas em competências socioemocionais e capacitação de professores.

“As habilidades sociais não têm sido prioridade nas escolas. Entram apenas informalmente ou em atitudes isoladas. Mas é uma tendência internacional. Uma de nossas preocupações é desenvolver esta inteligência desde cedo, para que a criança aprenda a trabalhar colaborativamente, o que ela vai precisar no mercado de trabalho”, afirma Sandra Garcia, diretora pedagógica da MindLab.

Por outro lado, há especialistas que veem as crianças em fase escolar capazes de unir as habilidades sociais aprendidas tanto online quanto pessoalmente. Paulo Sérgio Boggio, coordenador do laboratório de neurociência cognitiva e social da Universidade Mackenzie, diz que exames mostram o cérebro de jovens reagindo da mesma maneira para emojis e emoticons como para expressões humanas. “Temos a tendência natural de humanizar objetos. As crianças veem ‘;)’ e para elas isso é uma piscada. Elas reagem emocionalmente como se fosse o ato em si”, explica. Boggio diz que as críticas a esse comportamento são normais porque ele é novo para a maioria das pessoas, mas ressalta que para os mais jovens essa é a realidade. “O que é ‘virtual’ para a gente é o ‘real’ para a molecada. Uma pesquisa nossa mostra que eles reagem a uma rejeição virtual de pessoas que nunca viram pessoalmente da mesma maneira como se fosse na vida real”, completa.

Entre os projetos de recuperar a empatia e aceitar a natureza da nova e novíssima gerações, como serão construídas as relações humanas no futuro? “A criança nativa digital poderá ter dificuldade de ler as emoções no rosto, na postura ou na voz dos indivíduos, mas isso será importante no seu relacionamento interpessoal já que a maioria de seus pares funciona do mesmo jeito?”, questiona Mirna Wetters Portuguez. A ideia é não perder de vista quem nos tornamos em milhares de anos de evolução. Um bocado de inteligência social pode ajudar na empreitada.

Texto retirado de: http://tab.uol.com.br/inteligencia-social/

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A vida começa aos 60…

Posted in Uncategorized on 10/03/2014 by rmansur

Eu passei recentemente dos 25 anos. Tive uma verdadeira crise de ¼ de idade, e acho que ainda não consigo aceitar que a vida passa muito depressa (Save Ferris).

É muito estranho falar do tempo humano… eu ainda me sinto com 17 ou 18 anos, mas a data do nascimento me obriga a tomar algumas daquelas chamadas “decisões de adulto”. Entretanto, no fundo eu não me sinto realmente preparado para tomar alguns rumos na vida – e acho que muita gente (senão todo mundo) nunca está realmente pronto. São coisas da vida, que a gente deve aceitar, a vida é cruel bla bla bla etc…. mas enfim…

Esse post não é pra ser dramático nem nada… é apenas uma listagem curiosa com algumas pessoas que – queira ou não aceitar – já passaram do meio século de existência e ainda ganharam uma década de brinde. Alguns podem até te surpreender, pois na sua cabeça você sente que as coisas parecem ter acontecido a não mais que uns 5 anos atrás…. mas o tempo passa mais rápido que você… pronto, lá se foi mais um minuto a menos. Hehehehehehe…

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LULU SANTOS – MÚSICO

01

Lulu Santos é um verdadeiro hitmaker brasileiro. Sucesso absoluto desde os anos 80, foi nome importante no cenário pop-rock brasileiro. Até hoje a multidão curte músicas como “Toda Forma de Amor”, “Tempos Modernos”, “Como Uma Onda”, “A Cura”, “Aviso aos Navegantes”, entre muitas outras. 60 ANOS.

 

BRUNA LOMBARDI – ATRIZ E MODELO

02

Bruna Lombardi é uma linda paulistana que deixou até o Seu Madruga babando enquanto sua casa era assombrada pelos espíritos zombeteiros. Começou a carreira artística como modelo nos anos 60, e na década seguinte estreiou na televisão. Fez novelas como “Roda de Fogo” e “Andando nas Nuvens” e atuou no cinema em “O Cangaceiro Trapalhão”, “O Príncipe” e “Brasília 18%”. 61 ANOS.

 

DAVID COVERDALE – MÚSICO

03Nos anos 70, uma certa banda chamada Deep Purple sofreu mudanças drásticas em sua formação. Para gravar seu novo álbum, várias fitas de testes para um novo vocalista foram ouvidas, incluindo a de um rapaz gordinho com seus vinte anos de idade. Após ser aprovado, David Coverdale fez um regime (à base de remédios pra emagrecer, conta a história) e gravou o álbum Burn. Após sua saída do Deep Purple, David Coverdale fundou a banda Whitesnake, saturou as rádios com “Is This Love?” na década seguinte, e continua na estrada até hoje, aos 62 ANOS.

 

PIERCE BROSNAN – ATOR

04O ator irlandês já havia tido contato com James Bond em sua época de infância, quando foi assistir “Goldfinger” com seus pais. Em 1981, o ator foi ao set de “007 Somente Para Seus Olhos” visitar a esposa, Cassandra Harris (a bond girl nesta produção), e conseguiu admiração do próprio Albert Broccoli. Em 1995 veio a chance de ser Bond, James Bond, em “Goldeneye”. Atuou em 4 filmes da franquia, além de “O Inferno de Dante”, “O Alfaiate do Panamá” e “Mamma Mia!”. 60 ANOS.

 

LUÍS FERNANDO GUIMARÃES – ATOR

05O carioca Luís Fernando Guimarães começou a carreira no teatro nos anos 70, pela companhia Asdrúbal Trouxe o Trombone. Nos anos 80 se destacou na televisão em programas como “TV Pirata” e “Armação Ilimitada”. Em 2001 fez sucesso com Fernanda Torres na série “Os Normais”. No cinema atuou em “Areias Escaldantes”, “Os Sete Gatinhos”, “Bar Esperança” e “O que É Isso, Companheiro?”. Não parece, mas tem 64 ANOS.

 

REGINA CASÉ – ATRIZ E APRESENTADORA

06

Assim como o colega acima, Regina Casé também é cria do Asdrúbal. Começou no teatro e fez filmes já nos anos 70. Em 1980 atuou em “Os Sete Gatinhos”. Na televisão atuou em algumas novelas, e atualmente apresenta o programa Esquenta!. 60 ANOS.

 

GORDON MATTHEW SUMNER (MAIS CONHECIDO COMO STING) – MÚSICO

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Sting é o que podemos chamar de “bom moço” (assim como Bono Vox ou Bob Geldof). Mas muito antes de querer mudar o mundo, Sting já havia tentado ser atleta! Muitos anos mais tarde, fundou o The Police, depois afundou o The Police (hehe), embarcou em carreira solo e ainda foi processado por abelhas (só que viu Bee Movie vai entender). 62 ANOS.

 

BRUCE SPRINGSTEEN – MÚSICO

08O “The Boss” começou sua carreira no finalzinho dos anos 60. Têve sua ascenção nos anos 70, e estourou de fato na década posterior. Bruce Springsteen costuma fazer shows curtos (de 3 horas no mínimo). Um destes shows se tornou um marco do final da Guerra Fria, quando Bruce tocou do outro lado do Muro de Berlim, em 1988. A jovialidade do moço está presente até no nome (SpringsTEEN), e até hoje seus shows ainda duram 1 Avatar de tempo, mesmo o The Boss tendo seus 64 ANOS.

 

SAMMY HAGAR – MÚSICO

12O ano era 1984. David Lee Roth e Eddie Van Halen se desentendem, e Diamond Dave pula fora (Jump!) da banda. Um ano depois, Sammy Hagar entra para o Van Halen. Gravou sucessos como “Dreams”, “Feels So Good”, “Poundcake” e o clássico “Can’t Stop Lovin’ You”. Hoje em dia Sammy Hagar é vocalista da banda Chickenfoot. 66 ANOS.

 

DEBBIE HARRY – CANTORA E ATRIZ

09Debbie Harry, nascida em Miami, começou sua carreira como backing vocal em 1968. Nos anos 70, seu visual e cor dos cabelos a tornaram um ícone do punk. Em 1976, a banda Blondie aparece, e presenteia o mundo como sucessos como “Heart of Glass”, “Rapture” e “Call Me”. A banda passa por um hiato de 15 anos, e ressurge em 1997 com o sucesso “Maria”. No cinema, Debbie Harry atuou em “Contos de Nova York”, “Videodrome” e “Cop Land”. Acreditem ou não, tem 68 ANOS.

 

GLEEN QUAGMIRE – PILOTO E TARADO SEXUAL

10Por quê não falar dos desenhos animados também? Afinal eles são gente… né?…. enfim… Gleen Quagmire é vizinho e amigo de Peter Griffin na série Family Guy (ou “Uma Família da Pesada”) e trabalha como piloto profissional de aviões (tendo inclusive evitado alguns acidentes), mas é um pervertido de carteirinha. Em um episódio recente (ALERTA DE SPOILER), Quagmire faz duas revelações bombásticas: ele é careca (no mesmo episódio ele resolve a situação com apliques), e tem 61 ANOS. Por se tratar de um desenho, a lógica não deve ser considerada. (PODE VOLTAR A LER. HEHE)

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E agora, a surpresa maior…. mais uma pessoa que também já passou dos 59, e você talvez nem soubesse. Ou talvez não lembrasse mesmo, pois faz muito tempo que a situação foi informada pelo próprio….

NED FLANDERS – LOJISTA E RELIGIOSO

11“COMO ASSIM?”

Vamos voltar à regra dos desenhos: eles não tem necessariamente que ter lógica. Geralmente nas animações, os personagens param literalmente no tempo, embora as séries sempre acompanhem as mudanças ao redor (a Maggie pode não crescer nunca, mas Bart já mandou torpedos, e Lisa têve um iPod (no caso um ”myPod”) e Marge já jogou RPG Online.) Mas vamos voltar ao vizinho do Homer.

Ned Flanders é um homem cristão convicto, dono de uma loja para canhotos em Springfield, viúvo e pai de 2 meninos. E como ele mesmo já declarou, tem 60 ANOS. A explicação dada pelo próprio é simples até demais: viver uma vida sem excessos, coisa que nós ouvimos todos os dias seja do nutricionista dando uma entrevista, seja de nossas mães falando que comer aquilo faz mal ou engorda. De fato, Ned Flanders vive uma vida sem dúvidas, e a sacada genial está na diferença gritante entre ele e seu vizinho Homer Simpson. Notemos que Homer é tudo aquilo que condenamos: está acima do peso, tem problemas de saúde, bebe demais, come mal… e curiosamente as coisas quase sempre dão errado pra ele. Ned Flanders, ao contrário, cuida da saúde e é clemente a Deus. Em tese, ele é um exemplo a ser seguido (embora Homer seja uma das estrelas de “Os Simpsons”), e seus 60 anos espantaram toda Springfield.

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Tirando a poeira do meu blog…. 2 anos de hiato é muita coisa!…. Ainda mais quando tratamos do tempo, né….. até mais.

Chutou, é gol! Uma seleção de jogos com placares inacreditáveis.

Posted in Uncategorized on 17/08/2011 by rmansur

Mesmo criticando o futebol de forma ácida no post anterior (e que já faz tempo!), não posso negar que eu curto o “velho esporte bretão” (embora eu prefira muito mais ver um jogo do meu time pelo estadual do que um Brasil x Suécia). 

Por isso coloco abaixo uma seleção de jogos que tiveram um resultado final pra lá de interessante. Obviamente eu não assisti todos eles, então não posso saber se foram realmente bons jogos.

Às vezes assistimos jogos que acabaram no 1×0, 2×1, empatados, mas que no fundo aconteceram em jogos movimentados, com boas chances e jogadas, lances polêmicos ou bonitos… Todavia, alguns jogos se mostram ruins, e cujos únicos lances realmente bons são os gols.

Mas alguns desses jogos ruins podem acabar num 4×3, num 5×2, num 6×3, e isso pode dar um ar de “jogaço” a uma autêntica pelada (e isto é o que cria uma certa confusão). Mas enfim… vamos balançar as redes.

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BRASILEIRÃO 2011 – SANTOS 4×5 FLAMENGO

Começando com um jogo recente, e que quase todo mundo viu. Santos e Flamengo fizeram um jogo épico na Vila Belmiro, onde Neymar e Ronaldinho Gaúcho fizeram o que todos esperavam. O Santos começou arrasador, fazendo 3×0 nos primeiros 25 minutos de jogo, mas o Flamengo conseguiu terminar o primeiro tempo empatando em 3×3. Logo no recomeço Neymar fez 4×3 para o Santos, e foi aí que Ronaldinho apareceu, fazendo dois gols e comandando uma virada que entrou para a história do futebol brasileiro.

 

 

BRASILEIRÃO 2003 – VASCO 6×4 GOIÁS

Numa noite chuvosa, Vasco e Goiás só não fizeram chover (hehe). Ou melhor, houve sim uma chuva de gols, em um dia inspirado de Marcelinho Carioca, que fez 2 gols de falta… o Vasco fez 1×0, o Goiás empatou, o Vasco fez 2×1… No início do segundo tempo o Goiás virou o jogo, mas o time da colina passou a frente de novo e fez 5×3… nos minutos finais o Goiás ainda diminuiu, mas Marcelinho logo em seguida fez mais um.

 

 

CAMPEONATO PAULISTA 2004 – SANTOS 8×3 UNIÃO SÃO JOÃO

Deu pena! Numa manhã de domingo (sim, manhã!), a Vila Belmiro foi palco de um chocolate daqueles. O Santos, na época o melhor time do Paulistão, recebeu o União São João (justo o pior time). Pra azar do time de Araras, o Santos contava com Robinho, Basílio (que fazia gol até espirrando) e Robson ‘Robgol’. Sem nem dar pra saída, o Santos abriu o placar logo aos 3 minutos, gol de Basílio, e terminou o primeiro tempo ganhando de 5×1. Na etapa final Robinho fez o sexto, Robgol fez o sétimo, o União descontou duas vezes e depois tomou o oitavo. Trágico…

 

 

CAMPEONATO PAULISTA 2005 – SÃO CAETANO 3×4 SÃO PAULO

Placares de 4×3 ou 3×4 são bem comuns. Mas este jogo mereceu destaque porque o São Caetano (que viveu seu auge entre 2001 e 2004) vivenciou alí um dos seus últimos momentos de destaque. E o time do ABC saiu na frente com um gol bizarro, numa falha de Rogério Ceni, que chutou a bola em cima do jogador adversário e esta foi parar no gol. O São Paulo empatou o jogo, mas no segundo tempo o azulão fez 3×1. Numa arrancada impressionante, porém, o São Paulo reagiu, e nos momentos finais do jogo fez 3 gols, virando a partida e finalmente vencendo o azulão.

 

 

BRASILEIRÃO 2003 – BAHIA 4×7 SANTOS

Olhem o Santos aparecendo de novo! Dessa vez numa quarta-feira à noite… No estádio Fonte Nova os dois times fizeram um jogo cheio de viradas… o Bahia deu boa noite ao Santos com Didi, logo aos 5 do primeiro tempo, mas o Santos virou a partida em 2 minutos, com Robinho e Léo. Pouco depois o Bahia empatou, mas o Santos voltou a ficar na frente (2×3), e o Bahia ainda conseguiu o empate no primeiro tempo. No segundo, o Bahia virou para 4×3, mas a partir dalí só deu peixe. Diego fez dois gols (4×5), e o Santos ainda fez mais dois burocraticamente, se é que podemos dizer…

 

 

BRASILEIRÃO 2001 – VASCO 7×1 SÃO PAULO

Nesse dia o torcedor sãopaulino nem deveria ter saído da cama. Naquela tarde ensolarada Rogério Ceni deve ter tomado muito sol na cabeça, o que o fez perder a noção de espaço ao defender uma bola com as mãos fora da área. Expulsão logo aos 6 minutos de jogo. O terceiro goleiro do time paulista, Alencar, entra no jogo e sofre uma goleada histórica, comandada esta por Romário (que fez três). No finalzinho do jogo França descontou. Depois deste dia o São Paulo raramente tomou mais de 4 gols numa mesma partida, e disso o torcedor sãopaulino pode se orgulhar.

 

 

BRASILEIRÃO 2005 – CORINTHIANS 7×1 SANTOS

Falando em 7×1… Este o torcedor do Santos não quer se lembrar jamais. O Pacaembu abrigou uma páscoa-fora-de-época, onde o futuro campeão Corinthians saiu na frente com um gol de Rosinei, aos 45 SEGUNDOS de jogo. O Santos ainda empatou aos 8 minutos, mas Carlitos Tévez fez dois gols ainda no primeiro tempo. Na etapa final Tévez fez mais um, Nilmar fez dois e Marcelo Mattos fechou o caixão (trancado a sete chaves. hehe…)

 

 

BRASILEIRÃO 2001 – ATLÉTICO PR 6×3 BAHIA

Se não me engano, esse jogo ocorreu numa quarta-feira, num ingrato horário das 18h. Naquela época o Brasil sofria racionamento de energia e não existia estatuto de torcedor ou preocupações maiores com a saúde dos atletas (afinal de contas, o brasileirão deste ano têve jogos que começaram até mesmo às 14:30), e eram poucos os jogos à noite. Em um deles, o Atlético PR foi sapecando 2×0 no tricolor baiano, mas estes conseguiram o empate. O CAP fez o terceiro, mas o Bahia empatou novamente. Mas Kleber Pereira e Alex Mineiro não deixaram a peteca cair, e eis mais um jogo de placar atípico. Rs…

 

 

COPA DO BRASIL 2003 – PALMEIRAS 2×7 VITÓRIA

Esta deve ter sido a pior noite da história palmeirense. O time do Parque Antártica estava em crise, recém-rebaixado para a série B do Brasileirão, e enfrentando novamente o time que o derrotou na última rodada. Mas ninguém esperava que a história iria se repetir. O Vitória, em um espaço de 10 minutos no primeiro tempo, saiu fazendo três gols. O Palmeiras descontou, mas o time baiano fez o quarto ainda na primeira etapa. No segundo tempo o Vitória fez mais dois, o Palmeiras diminuiu para 6×2 e… Logo depois veio o lance que ilustrou o Palmeiras desfigurado que estava em campo. Marcos, desesperado, tenta dar um chutão na bola, mas a redonda passa por baixo de suas pernas. Nádson faz seu quarto gol na partida e fecha o placar. Ninguém tira o mérito do Vitória, mas o Palmeiras naquela noite perderia até para o Tabajara.

 

 

BRASILEIRÃO 2005 – ATLÉTICO PR 7×2 VASCO

Tá certo: Jogar contra o Atlético PR na Arena da Baixada sempre é difícil. Mas se chamar Vasco da Gama e ser goleado como o Arapimpoca não desceu pela goela da torcida cruzmaltina. Com um primeiro tempo arrasador, o CAP fez 4×0, e no segundo tempo fez o quinto. O Vasco diminuiu, mas levou o sexto. Em seguida diminuiu novamente, e tomou o sétimo gol no final da partida. Lima foi o destaque do Atlético, com 2 gols. 

 

 

BRASILEIRÃO 2006 – ATLÉTICO PR 6×4 VASCO

Outra vez o Atlético PR! Outro 6×4 envolvendo o Vasco, mas desta vez em um resultado adverso. O Vasco foi até Curitiba enfrentar o furacão na Arena, saiu perdendo mas virou o jogo ainda no primeiro tempo. No segundo Marcos Aurélio fez dois seguidos para o time da casa, mas o Vasco revirou o jogo pra 4×3, com um gol de Leandro Amaral. Mas a partir daí o Atlético fez o dever de casa, marcando três gols e fechando a conta.

 

 

CAMPEONATO CARIOCA 2010 – FLUMINENSE 3×5 FLAMENGO

Que tal um Fla-Flu daqueles dos bons? Pela Taça Rio daquele ano o velho Maracanã recebeu um clássico movimentado. O Fluminense, que até aquele momento não havia tomado gols, abriu 2×0 (Alan e Conca). No fim do primeiro tempo Adriano converteu um pênalti para o Fla e tirou a virgindade da defesa tricolor. Mas logo em seguida o Flu fez 3×1. No segundo tempo, entretanto, Vagner Love e Kleberson empataram o derby em 2 minutos, e Adriano ainda balançou a rede mais duas vezes. 5×3, placar final.

 

 

CAMPEONATO GOIANO 1999 – VILA NOVA 5×3 GOIÁS

No Serra Dourada o Goiás abriu 3×0 sobre o Vila Nova (sendo o terceiro gol já no segundo tempo). Mas o Vila Nova reagiu, e com 3 golaços terminou a partida com uma vitória pra lá de improvável.

 

 

COPA MERCOSUL 2000 – PALMEIRAS 3×4 VASCO

Essa o torcedor do Vasco não esquece jamais. Na decisão da Copa Mercosul, em pleno Parque Antártica, o Palmeiras abre 3×0 no primeiro tempo com Arce, Magrão e Tuta. Mas o time da colina contava com a astúcia de um certo baixinho goleador. Romário fez dois de pênalti, e Juninho Paulista empatou a partida. E aos 47 minutos Romário fez o gol da virada, que valeu o título.

 

 

BRASILEIRÃO 2006 – ATLÉTICO PR 0x5 BOTAFOGO

Até o furacão tem dias de calmaria. Em uma tarde de tempo bom em Curitiba, o Botafogo chegou como quem não queria nada, e sapecou um chocolate que nem o maior torcedor do Botafogo esperaria. O time carioca fez 4×0 no primeiro tempo, e fez o quinto no finalzinho do segundo tempo. Reinaldo e Lima, este jogando contra o ex-clube, fizeram 2 gols cada. E mais uma vez o Atlético PR figurando no texto…

 

 

COPA LIBERTADORES 2002 – BOLÍVAR 5×5 ATLÉTICO PR

… sério, eu acho que devia fazer um post somente com placares do Atlético PR (rs). O time de Curitiba é um dos maiores fazedores de placares divertidos do futebol. E finalizamos a postagem sobre este certame, ocorrido na Copa Libertadores de 2002. Deste jogo não se tem muitas informações. O que se sabe é que novamente o Atlético PR deu um mole daqueles. Sabe-se que o primeiro tempo foi um desastre para o time boliviano, pois o furacão terminou a etapa vencendo, acredite, por 5×1. Mas sabe-se lá como, o Bolívar reagiu e conseguiu o empate! Foi o último jogo da fase de grupos, e a despedida melancólica do time de Curitiba da competição, que na época era o campeão brasileiro e foi eliminado na primeira fase.

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Bem, por enquanto é isso. Até a próxima!

Uma ou outra coisinha sobre a briga pela transmissão do Brasileirão…

Posted in Uncategorized on 06/04/2011 by rmansur

Querem saber a verdade?

Os clubes assinam com a Globo porque sabem que ela é muito poderosa.

A Globo é um monstro de poderes devastadores, e ela tira proveito disso.

Com BBB, novelas e programas vazios, ela deixa as pessoas de cabeça vazia. E seus telejornais distorcem notícias, e a massa acredita que tudo é verdade, afinal quem tem cabeça vazia não questiona ou duvida, apenas “senta lá” e acredita.

Com o esporte, isso também acontece.

Pegue o exemplo dessa nova palhaçada, o “Inacreditável Futebol Clube”.

Certa vez o jogador Otacílio Neto se negou a participar da brincadeira. É de se aceitar isso, o time do Noroeste tá ameaçado de rebaixamento, e ele perdeu um gol feito… a Globo chegou com a camisa do IFC e ele se negou a vestir, todo chateado.

Dias depois ele voltou todo sorridente e resolveu entrar na brincadeira.

Alguém realmente acha que foi por vontade própria?

Apostaria o que fosse pra dizer: Otacílio Neto foi pressionado a entrar na brincadeira, pois se ele não entrasse ele ficaria mal visto.

O Inacreditável só é engraçado pra quem tá de fora. Duvido que um jogador queira ser sacaneado em rede nacional por perder um gol “que até a mãe do Tadeu Schmidt” faria.

Mas o jogador que entra na brincadeira, não duvido nada que seja obrigado a aceitar. O clube sabe que a dona da brincadeira é a Globo. E nessas horas pesa-se de tudo, inclusive a exposição na mídia.

Quem quer ser mal visto na TV? Ninguém. Clube de futebol também não. Simples.

Então só aceite a constrangedora brincadeira do canal de TV mais poderoso do país. 

 

***

E estamos falando de uma brincadeira. Imagina o que o canal não faz quandoo assunto é sério.

Por exemplo, nessa briga dos direitos de transmissão do campeonato.

A RedeTV! faturou. Mas os clubes resolveram assinar diretamente com a Globo.

 

Motivo menor: a Globo paga melhor.

 

Motivo verdadeiro: quem não assinar com a Globo será prejudicado pela mesma.

 

Imagine 15 clubes da série A acertando com a Globo, porém Corinthians, Flamengo e Cruzeiro acertando com a Record.

 

A Globo não iria chorar o leite derramado. Ao contrário, iria boicotá-los, ignorá-los, não lhes daria a menor bola.

 

Isso se a Globo não resolvesse acabar com a imagem dos três, simplesmente por terem assinado com outro canal.

 

Se ficar fora da mídia é algo que os clubes não querem, imaginem só ainda terem sua imagem destruída. E por um canal de televisão. Seria vergonhoso, não?

***

Essa história começou quando a Record se mostrou interessada na transmissão. Mas esse outro canal só entrou na briga por pirraça.

 

A Record sofre de coitadismo crônico e tem ataques de birra com a Globo.

 

Ela compraria os direitos só para ter o prazer de não vê-los na mão da platinada. E ninguém sabe se eles iriam querer transmitir o campeonato (a Record não gosta de esportes, eles não tem nem um departamento de esportes, então imaginem como será a transmissão de Londres-2012).

 

Só digo que High Definition não resolve os problemas… enfim, voltando ao assunto… 

 

Os clubes, com medo da Record ganhar (e aí voltamos à questão da destruição da imagem dos clubes), começaram a agarrar os tentáculos do canal dos Marinho. Não esperaram o final da história, a RedeTV! levou, mas o buraco no casco do navio já estava feito.

 

E nem adiantou a promessa da Rede TV! de jogos em mais dias da semana e em horários melhores para o torcedor. Embora os times também quisessem jogar mais cedo ou em outros dias, o medo do poder da Globo falou mais alto.

 

No fundo os clubes são submissos aos horários “depois da novela” e “antes do Faustão”, pois pra eles é melhor viver com a força de sua imagem na telinha da Globo, do que correr o “risco” de se tornar realmente forte e ser arrasado por um canal de TV que só deveria se limitar a aceitar os horários impostos pela CBF, o Clube dos 13, o Papa ou quem quer seja.

 

Mas só pra lembrar: C13 e CBF também conhecem o poder da influência do canal.

 

E sabem que se algum deles resolver desobedecer o canal, o mesmo canal irá desmoralizá-los.

 

Se o C13 continuar com a briga, ele vai perder a guerra.

 

E a primeira batalha (a dos clubes negociando diretamente com a Globo) já está sendo perdida.

Plim-Plim…

Tecnologia – rápidos demais

Posted in Uncategorized on 30/10/2010 by rmansur

Alguns posts abaixo eu listei um monte de filmes sobre o Hitchcock. Agora conto como consegui assistir esses filmes (e mais alguns depois): no computador. Um colega meu do trabalho baixa filmes e seriados, e aproveitou para levar alguns filmes para lá. Assisti os filmes, gostei deles. De alguns eu gostei tanto que resolvi comprar o DVD do filme. Normal.

Normal no meu ponto de vista, claro… Quando falei pro cara que comprei o DVD do filme, pareceu até que eu tinha dito que havia atirado no prefeito. “Pô, cara, tu comprou o filme que tu tem no pc?”. “Ué, e por quê não?”, interroguei.

Parece que a humanidade hoje evoluiu a um ponto pra lá de curioso. Fomos escravizados pela tecnologia. Sim, pois hoje não se vive sem qualquer tipo de tecnologia, seja ela um computador ou uma televisão LCD, ou um mero ventilador. Tecnologia é uma coisa maravilhosa, factum est. Ela evolui constantemente, e a cada dia ela se transforma, e cada vez mais rapidamente.

A humanidade hoje vive o “tudo ao mesmo tempo agora”. Queremos absorver informações já, sem pestanejar. E consequentemente também queremos logo as novidades tecnológicas do momento: iPod, iPhone, Windows Seven; Google Chrome, Playstation 3, Nintendo Wii, Blu-ray, Pendrive 128 Gb; “Quero um PC com 1 Tb de memória e monitor 3D”. Querer tudo ao mesmo tempo agora é bom, é saudável, é humano… está no nosso direito… as vontades e providências tomadas fazem parte do esquema do mundo, o consumo material move o planeta, mas… pare um instante e se pergunte: por quê eu quero? (ou melhor: por quê eu preciso?)

Surge um paradoxo: embora a rapidez nos avanços tecnolóides nos ajude a progredir enquanto humanos, esse mesmo avanço prejudica algumas das nossas virtudes humanas. (Complicou muito? Eu chego lá dando um exemplo curioso). Streaming de conteúdos (áudio ou vídeo) pela internet. O streaming te permite assistir uma série ou um filme sem precisar baixá-lo. Foi uma solução encontrada pelas grandes corporações de cinema e televisão para proteger seu conteúdo. Solução louvável sob alguns aspectos, ok. Quem é fã de uma série pode assistir pelo computador sem maiores problemas. 

Mas pense numa coisa: onde foi parar aquele costume tão interessante, de chamar os amigos e colegas para sua casa para conversar um pouco, fazer um lanche, e aí sim assistir a mesma série pela TV?

Hoje em dia a situação evoluiu, mas não de uma maneira muito aceitável. Amigos e colegas ainda se reunem para ver filmes ou séries, mas não é na frente da TV acomodados no sofá: é de frente pro computador, de pé e agachados olhando para o monitor. Não é lá muito confortável (nem saudável).

E por quê fazemos assim hoje em dia? Simples: por uma questão de comodidade, para economizarmos tempo. Pense no tempo que gastaríamos em ligar o aparelho de DVD (ou VHS em alguns casos), ajustar a TV e o filme… isso é fato, porém, pergunto novamente: por quê “economizar tempo”? Se você reune os amigos para conversar, se divertir, enfim, relaxar de fato… para quê querer economizar tempo? O tempo passa no mesmo ritmo sempre… e você está lá para esquecer que o tempo exige que você seja dinâmico. Hora de lazer não é hora de se estressar com a rotina de um dia de trabalho agitado.

A tecnologia às vezes nos priva de coisas cujas pessoas não podem viver sem. Hoje em dia você encontra irmãos que quase só se comunicam pelo computador, sendo que o quarto de um fica ao lado do quarto do outro, e isso é meio (muito) absurdo. 

A melhor maneira de se entender alguém é pessoalmente. As pessoas precisam de outras pessoas para serem o que são. Assim como você precisa de ar, água e comida, você necessita de contato físico, e de se comunicar falando e ouvindo. Embora o MSN, o email e o VoiP sejam coisas maravilhosas (e em alguns momentos eles até sejam a única forma de comunicação), eles não substituem a sua necessidade de interpretar o olhar e o tom de voz do outro para compreendê-lo.

Você pode ser um aficcionado por qualquer novidade tecnológica sem culpa, mas no fundo você sabe que não pode viver somente cercado de fios, telinhas e luzes piscantes… você sabe que precisa conhecer pessoas novas, sentir o cheiro do perfume daquela moça ou do desodorante daquele rapaz, que precisa dar uma volta na praia, campo ou shopping, caminhar ou dirigir… enfim, ser uma pessoa, e se envolver com algum semelhante.

Assim sendo, assistir um filme ou ouvir música envolve muito mais coisa do que simplesmente baixá-los da internet e colocá-los no seu MP4. Quando se ouve música, por exemplo, é preciso ouví-la com calma, apreciar sua sonoridade, prestar atenção na letra (quando tiver) e ainda se possível se divertir ao tentar identificar o som de uma guitarra, um baixo, um violão ou efeito sonoro curioso… quanto aos filmes ou seriados, é necessária a mesma atenção: ver com calma cada cena, cada diálogo, entre outros…

E ainda existe outra questão interessante: o material físico. Não é bom quando pegamos um CD ou vinil e folheamos o encarte, vemos fotos do artista, lemos as letras das canções e o release do álbum? O mesmo se aplica ao DVD (ou Blu-ray), onde podemos ler a ficha técnica do filme ou show… e tudo isso com mais uma vantagem: a garantia de qualidade. Se você baixa algo da net, não há tanta garantia que a mídia venha perfeita.

***

Não foi à toa que estranhei quando me trataram como um E.T. quando eu disse que comprei os filmes que eu tinha no computador. A coisa chegou em tal ponto, que a decisão comum se tornou absurda. Antes era normal você comprar CD ou DVD. Hoje virou uma coisa estranha: “Pra quê comprar, se na net você encontra?”. N fatores, como ditos acima: qualidade do produto, informações adicionais, o produto na forma física, et cetera 

Mas existe ainda o fator bom senso: se você ouviu o som de um artista e curtiu, você compra o CD ou DVD do mesmo para ajudá-lo em suas vendas. É a sua forma de dizer ao artista que você gostou de seu trabalho. E nada melhor do que ter um registro oficial na sua mão, não é? Quando vale a pena, o dinheiro você gasta feliz. 😉

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Ouvi uma vez (e nunca mais esqueci), que em certa ocasião alguém chegou para a Madre Teresa de Calcutá e lhe perguntou porque ela era tão devagar. Ela sabiamente indagou: “Sou eu que estou indo devagar? Não será o mundo que está indo rápido demais?”. Matou a charada. O “tudo ao mesmo tempo agora” é quem nos tornou o que somos hoje. Temos tanta pressa em engolir as novidades que mal temos tempo de digerir as coisas “antigas”. E é justamente essa pressa que nos afasta das coisas mais simples. Precisamos usar melhor o nosso freio, a reaprender a apreciar as coisas com tranquilidade, sem afobação. E é claro, devemos não esquecer de como se convive em família e sociedade. Se você tiver uma chance de fazer uma farra na sua casa ou na casa de um colega, faça! Se quiser, alugue aquele filme que todos queriam ver, prepare o sofá (ou tapetinhos), e use alguns dos aparelhos tecnolóides (microondas, geladeira, DVD) como bem entender. Mas com moderação, e sem pressa! 

Pense nisso.

Hail Hail! A sting in the tail!

Posted in Uncategorized on 12/10/2010 by rmansur

Mais um hiato, e agora mais um post.

Andei dando uns pulos por São Paulo em setembro para poder saborear um hard rock de ótima qualidade. O Scorpions passou pelo Brasil com sua nova turnê, chamada Get Your Sting and Blackout World Tour. No repertório, clássicos e músicas de seu último disco, “Sting In The Tail”.

A propósito: quando falamos “último disco”, o assunto é sério. A banda alemã anunciou a aposentadoria de seu ferrão, e a turnê atual é a derradeira. Quem perdeu, já era. Ou corra pra Europa para vê-los em ação.

Após curtir pacas o som de “Humanity: Hour 1”, ouvi o álbum novo e gostei. Acabei interessado em ir no show da banda. Fui conferir as datas da turnê brasileira pra ver quando seria o show no Rio… mas quem disse que haveria show no Rio?

Mas eu estava determinado. Procurei agências, preços de ingressos, e modos de ir até Sampa… então me deram uma excelente (e óbvia) sugestão: fale com seu tio. Ter um tio que mora em Sampa, e que gosta de você, é um trunfo nessas horas. Rachei a grana do ingresso com ele. E usando milhas de um cartão Smiles que eu roubei achei por aí, consegui duas viagens de avião (que de fato me custaram 35 reais! hehe). SP, lá fui eu… =D 

 
 

O show: foi foda, e só!!

Ok ok, posso falar melhor… Num aspecto geral, foi um show burocrático. A banda não foi de falar muito (mas é claro que vez ou outra rolava um famigerado Obrigado Sao Paulo!), e a turnê atual conta somente com os cinco no palco (felizmente). Foram apenas 16 músicas, e outras duas no bis, e o show durou pouco mais de 1h40… Mas a banda caprichou no repertório.
A abertura foi com a faixa-título Sting In The Tail. Do álbum novo entraram também as faixas Raised On Rock, e a balada The Best is Yet to Come, que é uma delícia de se cantar. De clássicos, rolou Big City Nights, Bad Boys Running Wild, as duas músicas-que-eu-considero-músicas-de-metal Blackout e Dynamite, entre outras. E é claro, aquelas duas famosas baladinhas que dispensam apresentações. A surpresa da noite para mim foi a faixa instrumental Coast to Coast, que eu realmente não esperava ouvir. E pra fechar o show, Rock You Like a Hurricane, claro.

 

No meio do show, acontece o Kottak Attack. Enquanto o resto da banda sai de cena balão de oxigênio no camarim, o baterista James Kottak (na foto acima) tem o seu momento solo, enquanto no telão é exibida uma história bizarra onde ele é protagonista. Logo depois o momento mais \m/ do show: o garotão aí literalmente entorna 1 copão de cerveja goela abaixo, e sua deixa maior está devidamente tatuada em suas costas: ROCK AND ROLL FOREVER.

 Hail!

***

Aproveitando o momento, que tal a mesma dica musical?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O ato final da banda. São 12 músicas de hard rock purinho, que de certa forma passam por várias fases da banda. Quem curte rock tem que ouvir esse álbum.

Logo de cara as faixas Raised On Rock e Sting In The Tail. A faixa seguinte, Slave Me, soa oitentista, e a balada The Good Die Young tem Tarja Turunen como backing de luxo.

As outras baladinhas do álbum: Lorelei lembra muito Send Me An Angel, e S.L.Y. é praticamente uma faixa-irmã de Still Loving You (reparem nas iniciais).

E por se tratar de um último álbum, as duas últimas faixas tem um tom de despedida. Spirit Of Rock deixa claro para nós: The spirit of rock will never die. E fechando um ciclo de 40 anos de rock and roll, The Best is Yet to Come.

Baixe aqui o álbum: 2shared.com/file/FdVtW0gm/2010Stingtailupbyboomkaos.html

; )

 

HORA DOS FILMES – Alfred Hitchcock

Posted in Uncategorized on 23/05/2010 by rmansur

Em 2010 é aniversário de morte (expressãozinha cretina essa, não?…) de Alfred Hitchcock (e lá se vão 30 anos). Mas vamos dispensar as frases feitas e deixar de definir um homem que não mais precisa de apresentações. Se bem que… até hoje alguns dos meus amigos e conhecidos nem fazem ideia de quem foi Hitchcock. Pois é, incrivelmente a humanidade sempre surpreende…

Mas quem conheceu seus filmes sabe que Hitchcock foi um diretor muito à frente de seu tempo (frase feita!, essa nããããããoooo… haha). Enfim… Bem, ele realmente foi isso mesmo, e seus filmes são bons porque possuem histórias realistas, com personagens simpáticos e intrigantes, além de algumas técnicas de filmagem pioneiras.

Eu estou descobrindo e redescobrindo ao mesmo tempo minha paixão por Hitchcock. Então eu listei abaixo alguns dos filmes do diretor que já assisti, falando um pouco dos enredos e das peculiaridades de cada obra. Confiram… ; )

***

Um Corpo Que Cai (Vertigo) – 1958 

Com: James Stewart, Kim Novak e Barbara Bel Geddes

 

É considerada a obra prima de Hitchcock. No filme, James Stewart interpreta um detetive aposentado, e que sofre de acrofobia. Ele é convidado a investigar a esposa de um amigo, pois este acredita que ela tenha tendências suicidas. É um filme que fala de vidas passadas, possessão corporal, fobias, e que possui reviravoltas daquelas. Confesso que achei meio maçante (o que torna o filme longo demais para seus 130 minutos), mas a história é interessante e bem desenvolvida. Vertigo também foi uma revolução na técnica de filmar, pois o filme criou o efeito de vertigem usado até hoje no cinema.

Classificação: 14 anos.

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Os Pássaros (The Birds) – 1963

Com: Tippi Hedren, Rod Taylor e Jessica Tandy

 

Meu primeiro Hitchcock, e um dos melhores filmes do diretor. Conta a história assustadora de uma cidade na Califórnia que começa a ser atacada por pássaros. Assustadora com sua trama verossimil, afinal é logicamente possível que um bando de pássaros se agrupe para atacar pessoas, afinal não sabemos como a Natureza age sobre suas criaturas. Não possui trilha sonora (e nem precisa, pois quando as coisas acontecem no mundo real não existe música de suspense tocando), e o seu final deixa o espectador tirar suas próprias conclusões. Filmaço!

Classificação: 14 anos.

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Festim Diabólico (Rope) – 1948

Com: John Dall, Farley Granger e James Stewart

 

Outro filme que se tornou um dos meus favoritos (na verdade, me deixou obcecado por ele e reativou meu gosto por Alfred Hitchcock). Conta a história de dois jovens (Dall e Granger) que matam um colega e escondem seu corpo num baú, apenas para realizarem o “crime perfeito”. A perfeição virá com a festa que os dois jovens darão no mesmo apartamento, quando a comida será servida em cima do baú. E pra deixar a coisa mais perfeita, entre os convidados estão os pais da vítima e sua noiva. Rope tem de tudo: suspense, tensão e incrivelmente muito humor. É um filme que incomoda sem precisar apelar para cadáveres e sangue. Hitchcock ainda caprichou ao fazer um filme com sequências longas (de 8 a 10 minutos direto), e com cortes precisos e quase imperceptíveis, o que faz o filme parecer ter sido rodado direto. É um filme curto porém objetivo, possui uma discussão filosófica ao abordar a teoria do super-homem de Nietzsche (sobre seres superiores e inferiores). E ainda tem James Stewart. Só esse título em português que é meio xarope, mas enfim…

Classificação: 14 anos.

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Janela Indiscreta (Rear Window) – 1954

Com: James Stewart e Grace Kelly

  

Hitchcock escalou Stewart e Kelly para viverem um filme que te prende mesmo sem qualquer tipo de ação, coisa que hoje em dia é difícil de acontecer. Que atire a primeira pedra quem nunca se interessou pela vida alheia, e que não faria o mesmo que James Stewart (perfeito, de novo), que passa a bisbilhotar a casa dos vizinhos, numa época sem internet ou uma programação mais atrativa na TV (hehe). Na trama, Stewart interpreta um fotógrafo acidentado que passa a fuxicar a vizinhança, e acaba desconfiando que seu vizinho da frente possa ter assassinado a esposa. Um ótimo filme, com tudo que Hitchcock tem de bom (e ainda tem uma chuchuquinha chamada Grace Kelly deixando o filme mais bonito de se ver). 

Classificação: 12 anos.

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Disque M Para Matar (Dial M for Murder) – 1954

Com: Ray Milland, Grace Kelly e Robert Cummings

Poucos sabem, mas esse filme de 1954 foi filmado em 3D! Na trama, a fofa Grace Kelly sofre nas mãos do marido (Milland), quando este planeja o assassinato dela. Ela sobrevive, mas a história não acabou, pois seu marido é calculista e começa a virar o jogo, fazendo a vítima se tornar suspeita. Um bom filme, onde de fato nenhum dos três é bonzinho, afinal Kelly e Cummings (amigo do casal) já vinham tendo uma relação amorosa, mas o marido traído só quer mesmo é saber da fortuna de sua esposa, que poderia muito bem ter forjado sua tentativa de assassinato.

Classificação: 14 anos.

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Intriga Internacional (North by Northwest) – 1959

Com: Cary Grant e Eva Marie Saint

Além de James Stewart, Hitchcock também gostava de trabalhar com Cary Grant (que também atuou em “Interlúdio” e “Ladrão de Casaca”). Neste filme Grant é confundido com um agente secreto e passa a ser perseguido tanto pelos caras maus quanto pela polícia, após ter sido acusado de matar um diplomata na ONU. Um filme muito bom, que possui ação, suspense, reviravoltas e, novamente, humor na dose certa (como a sequência do leilão, que é tensa e engraçada ao mesmo tempo). Possui cenas memoráveis (como a cena clássica de Grant perseguido por um avião, além do desfecho no Monte Rushmore), e é considerado um dos melhores filmes de Hitchcock. Porque é mesmo… hehe 

Classificação: 14 anos. 

***

Frenesi (Frenzy) – 1972

Com: John Finch, Barry Foster e Ann Massey

 

Penúltimo filme do diretor, feito na Inglaterra, estrelado por desconhecidos, e violento. Frenzy conta a história de um psicopata que estupra e estrangula as vítimas com uma gravata. O humor nesse filme é o negro, e a impressão que se tem é que Hitchcock quis fazer um filme que fosse Hitchcock porém renovado. Hitchcock porque é um retorno ao suspense com o toque do diretor (após desandar com “Cortina Rasgada” e “Topázio”); e renovado por possuir nudez e palavrões (coisa que o diretor nunca precisou colocar nos filmes). E é um filme violento, com corpos e uma cena de estupro que remete à clássica cena do chuveiro de Psicose. Mesmo assim, é indispensável.

Classificação: 16 anos.

*** 

Trama Macabra (Family Plot) – 1976

Com: Bruce Dern e Karen Black; Willian Devane e Barbara Harris

Último filme de Hitchcock, e mesmo não estando entre seus maiores feitos, é um filme que merece destaque. Conta a história de um casal de trambiqueiros (Dern e Black). Ele, um ator (George) que trabalha como taxista; ela, uma falsa médium chamada Blanche que atende uma rica senhora que a pede para encontrar Edward, seu sobrinho e único herdeiro, que está desaparecido há anos. Paralelamente, em outro canto da cidade, um outro casal (Devane e Harris) sequestra pessoas importantes e sempre pedem o resgate em jóias. As duas histórias se entrelaçam quando George e Blanche descobrem o túmulo do tal sobrinho, mas que na verdade é falso. Um filme muito divertido, com alguns palavrões, e uma assustadora descida da montanha.

Classificação: 16 anos.

*** 

O Homem Que Sabia Demais (The Man Who Knew Too Much) – 1956

Com: James Stewart e Doris Day

Mais uma vez James Stewart aparece em cena, desta vez em um papel dramático. Ao lado de Doris Day, ambos vivem um casal americano de passagem pelo Marrocos junto de seu filhinho Hank. Em Marrakech um agente secreto que o casal conhecera dias antes é assassinado, mas antes ele conta ao homem sobre um plano para assassinar um diplomata em Londres. Mas o filho do casal é sequestrado para evitar que ambos avisem às autoridades sobre o que está para acontecer. O filme é uma refilmagem de uma película que o próprio Hitchcock dirigiu em 1934, e possui uma sequência sensacional de 12 minutos sem qualquer diálogo, e que fica mais tensa pela música e pela sensação de impotência que Doris Day expressa nessa cena-chave do filme. Um dos melhores trabalhos de Alfred Hitchcock.

Classificação: 12 anos.

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Psicose (Psycho) – 1960

Com: Anthony Perkins, Janet Leigh e Vera Miles 

Sobrou um, mas este é hors concours. Afinal, Psicose é “o” filme de Hitchcock (mas por exigência popular mesmo, existem outros melhores). As pessoas falam de Psicose sem terem visto o filme, conhecem somente a cena do chuveiro e pronto. Tá certo, a cena do chuveiro é um ícone da história do cinema, mas Psicose não é só esta cena. O filme é sobre Marion Crane (Leigh), que rouba um dinheiro e foge de carro, indo parar no Motel Bates. E lá ela é misteriosamente assassinada. Não dá pra falar mais sobre este filme, pois embora sua história esteja mais saturada que os demais filmes de Hitchcock, ainda existem pessoas que não viram o filme todo, e eu não quero estragar o final da pipoca. Para quem ainda não viu este ou qualquer outro filme de Alfred Hitchcock, Psicose é a pílula vermelha (Matrix, você se lembra?). 

Classificação: 14 anos.

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Por enquanto essas são as ótimas dicas de momento. Até mais…